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Agenda Bahia: Como empresas podem usar tecnologia, energia e sustentabilidade para ganhar competitividade

Especialistas discutiram como acompanhar as transformações tecnológicas e transformar energia e sustentabilidade em ativos estratégicos

  • Foto do(a) author(a) Wladmir Pinheiro
  • Wladmir Pinheiro

Publicado em 12 de agosto de 2026 às 14:29

Painel 'Empresas Inteligentes', no Agenda Bahia
Painel 'Empresas Inteligentes', no Agenda Bahia Crédito: Wladmir Pinheiro/Correio

A tecnologia avança em ritmo acelerado, mas nem sempre as empresas conseguem acompanhar a velocidade das mudanças. Durante o painel “Empresas Inteligentes: o novo modelo competitivo”, no Agenda Bahia, Carolina Dostal, top voice e especialista em Autoridade Digital e Reputação, destacou o descompasso entre a criação de novas soluções e a capacidade das organizações de incorporá-las ao dia a dia.

Segundo ela, tecnologias que pareciam distantes já são uma realidade - como o carro voador, que já está disponível, mas ainda existe uma série de questões a serem definidas sobre seu uso. Carolina citou o conceito de “click drift” para explicar a falta de sincronicidade entre a evolução tecnológica e a adaptação das pessoas e das empresas.

Na prática, a tecnologia muitas vezes chega antes de as organizações saberem como utilizá-la. “Muitos funcionários já utilizam tecnologia sem que isso seja legitimado pelos CEOs e pelos diretores”, observou.

Marília Zanoli, CMO da Kimberly Clark Brazil  por Lucas Assis

O desafio, portanto, não está apenas em ter acesso às novas ferramentas, mas em criar estratégias para incorporá-las à rotina das empresas. A transformação tecnológica exige também mudanças na cultura e na forma como as lideranças enxergam e autorizam o uso dessas soluções.

No mesmo painel, Lucas Harb, da Echoenergia, chamou atenção para outro ativo estratégico para os negócios: a energia. Para ele, o setor empresarial precisa deixar de enxergar a energia apenas como um custo e passar a tratá-la como um ativo capaz de gerar valor.

“A energia não é só mais um custo na folha de pagamento”, destacou. Segundo Harb, uma gestão mais estratégica pode trazer previsibilidade para as operações e, consequentemente, mais solidez para os negócios.

A sustentabilidade também entra nessa equação. De acordo com Harb, cerca de 2 mil empresas já exigem que seus fornecedores adotem práticas sustentáveis. Além disso, o mercado já conta com selos relacionados à compra de energia sustentável.

Para o executivo, porém, não basta incorporar a sustentabilidade ao discurso institucional. É necessário que as práticas estejam presentes de fato na operação. A cobrança do mercado, segundo ele, é para que exista coerência entre aquilo que as empresas comunicam em seus sites e selos e o que efetivamente praticam.

A combinação entre inovação tecnológica, gestão estratégica da energia e sustentabilidade, portanto, passa a fazer parte de uma mesma agenda: a construção de empresas capazes de acompanhar as transformações do mercado sem perder eficiência, previsibilidade e coerência.

Mediado por Donaldson Gomes, jornalista e editor de economia do CORREIO, o debate contou com a presença de Carolina Dostal, especialista em autoridade digital e reputação, Fábio Meneghatti, CEO da aceleradora de negócios Greenz, e Lucas Harb, gerente comercial da Echoenergia.

Realizado pelo Jornal CORREIO, o Agenda Bahia 2026 tem patrocínio de Acelen, Echoenergia e Unipar, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador, apoio de Braskem, FIEB, Plano Brasil Saúde, Salvador Bahia Airport, Sebrae e Sotero, além de parceria da Claro.

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Empresas