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Wendel de Novais
Publicado em 2 de junho de 2026 às 09:53
O sequestro de um motorista por aplicativo de 33 anos levou à deflagração de uma operação policial contra uma organização criminosa investigada por crimes como homicídio, tortura, extorsão, cárcere privado e ocultação de cadáver em Eunápolis, no extremo sul da Bahia. >
A Operação Libertatis foi realizada na manhã desta terça-feira (1º) e teve como alvo integrantes do grupo apontado como responsável por manter um verdadeiro "tribunal do crime" na cidade. >
As investigações tiveram início após o resgate da vítima, sequestrada na noite de 6 de março deste ano. Conforme a apuração policial, o motorista aceitou uma corrida com destino ao bairro Parque da Renovação e, ao chegar ao local, foi rendido pelos criminosos.>
Motorista de aplicativo é sequestrado e torturado em Eunápolis
Segundo a Polícia Civil, o homem foi levado para uma área de mata utilizada pela organização criminosa, onde permaneceu em cárcere privado e sofreu agressões físicas e psicológicas. Após diligências realizadas pelos investigadores, o cativeiro foi localizado e a vítima foi encontrada com vida.>
Durante a ação de resgate, os suspeitos teriam atirado contra os policiais antes de fugir por uma extensa área de vegetação. A partir da identificação dos envolvidos, as investigações avançaram e permitiram individualizar a participação de cada integrante do grupo.>
Com autorização da Justiça, foram expedidos cinco mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão. Um dos alvos foi localizado e preso. Outros quatro investigados não foram encontrados e são considerados foragidos.>
Além disso, dois mandados de prisão foram cumpridos contra homens que já estavam custodiados no Conjunto Penal de Eunápolis por outros delitos, mas que foram identificados como participantes do sequestro, da tortura, da extorsão e do cárcere privado praticados contra o motorista.>
As buscas ocorreram nos bairros Pequi, Moisés Reis, Parque da Renovação, Juca Rosa, Centauro e Antares. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, computadores e outros materiais considerados relevantes para o aprofundamento das investigações. Os equipamentos passarão por perícia técnica.>
De acordo com a polícia, as apurações continuam para localizar os foragidos, identificar possíveis comparsas e esclarecer outros crimes atribuídos ao grupo criminoso.>
A Operação Libertatis foi conduzida pela Delegacia Territorial de Eunápolis, com apoio de equipes da 23ª Coorpin, da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (Neam), do GATTI Descobrimento e da Polícia Militar, por meio da Rondesp Extremo Sul, Cipe Mata Atlântica, Cipe Cacaueira e 28º Batalhão da PM.>