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Perla Ribeiro
Publicado em 3 de setembro de 2026 às 05:15
O período de matrículas e rematrículas ainda nem começou, mas as famílias que mantêm os filhos em escolas particulares já precisam colocar a mensalidade de 2027 no planejamento financeiro. Levantamentos do setor apontam que os reajustes podem ficar, em muitos casos, entre 7% e 11%, aumentando a pressão sobre o orçamento doméstico. >
Para o PhD em Educação do Comportamento Financeiro Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira e da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), o principal erro é esperar a escola divulgar o novo valor para só então começar a pensar no assunto.>
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A recomendação é fazer as contas antes de iniciar qualquer negociação. “A primeira pergunta não deve ser quanto a escola vai aumentar, mas quanto a família consegue efetivamente destinar à educação sem comprometer outras necessidades e sonhos. O orçamento precisa mostrar se aquele reajuste cabe ou não dentro da realidade financeira”, orienta.>
Cinco maneiras de se preparar para o reajuste>
Cuidado para não gastar a reserva de emergência>
Uma negociação à vista pode eventualmente render algum desconto, mas é preciso avaliar de onde sairá o dinheiro. Segundo Domingos, não vale a pena comprometer a reserva financeira da família apenas para conseguir uma redução no valor da mensalidade ou antecipar pagamentos. “Um desconto na mensalidade pode parecer interessante, mas não faz sentido comprometer uma reserva de emergência para obtê-lo. O dinheiro precisa ter função definida dentro do planejamento familiar”, alerta.>
Matrícula também pode virar uma aula de educação financeira>
Para Domingos, o período de matrícula pode ser uma oportunidade para colocar em prática os princípios da Metodologia DSOP, baseada em Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar. “O orçamento é o GPS financeiro da família. Antes de decidir onde o filho vai estudar em 2027, é preciso saber quanto essa escolha representa no orçamento e quais ajustes serão necessários para que ela seja sustentável ao longo do ano”, conclui.>