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Operação investiga esquema de entrada de drogas no Presídio de Brumado

Organização criminosa que teria utilizado brechas no sistema de fiscalização para abastecer internos com entorpecentes

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 9 de junho de 2026 às 09:14

Operação acontece em presídio
Operação acontece em presídio Crédito: Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MPBA) reakuza, na manhã desta terça-feira (9), a Operação Bodyscan, que investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de promover a entrada e a distribuição de drogas no Presídio de Brumado, no sudoeste do estado.

A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep), com o apoio da 3ª e da 4ª Promotorias de Justiça de Brumado.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nas proximidades da unidade prisional. As medidas foram autorizadas pela Vara Criminal da Comarca de Brumado, a partir de pedido apresentado pelo MPBA no âmbito da investigação.

O procedimento apura possíveis crimes ligados à introdução, armazenamento, transporte e distribuição de entorpecentes dentro do presídio. Segundo as investigações, haveria um esquema organizado que utilizava o acesso funcional de profissionais vinculados ao serviço de saúde bucal da unidade para facilitar a entrada de materiais ilícitos.

De acordo com os promotores responsáveis pelo caso, após o ingresso no estabelecimento penal, os entorpecentes eram repassados a detentos previamente identificados. As apurações também apontam para a participação de pessoas tanto dentro quanto fora da unidade, com divisão de funções e adoção de estratégias destinadas a dificultar os procedimentos de fiscalização e revista.

O nome da operação faz referência ao equipamento de escaneamento corporal utilizado para o controle de acesso ao presídio. Conforme o MPBA, uma das investigadas teria se aproveitado de uma condição especial de saúde para evitar a passagem pelo bodyscan, utilizando essa justificativa para entrar na unidade sem ser submetida à revista eletrônica e, assim, introduzir drogas no local.

Com as buscas realizadas nesta terça-feira, o Ministério Público pretende reunir novas provas, identificar possíveis participantes do esquema e esclarecer a extensão das condutas investigadas. Todo o material apreendido será analisado para subsidiar o avanço das investigações.