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PM da ativa e ex-policial são alvos de operação contra sequestros e extorsão na Bahia

PM lotado no 30º BPM segue foragido; ex-policial foi preso em Pernambuco com arma e moeda falsa.

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 9 de junho de 2026 às 09:01

Operação mira PM da ativa e ex-policial
Operação mira PM da ativa e ex-policial Crédito: Polícia Civil

Um policial militar da ativa, um ex-policial e uma mulher apontada como intermediadora de uma organização criminosa são alvos da Operação Juramento Quebrado, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta terça-feira (9). O grupo é investigado por envolvimento em sequestros e extorsões na Região Metropolitana de Salvador.

Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de prisão e três de busca e apreensão. Um dos principais investigados, um PM de 36 anos lotado no 30º Batalhão da Polícia Militar, não foi localizado e é considerado foragido. A mulher investigada, de 28 anos, foi encontrada e presa em Arembepe, distrito de Camaçari. Já o ex-policial militar, de 38 anos, foi localizado em Petrolina, no interior de Pernambuco.

Além do mandado expedido pela Justiça baiana, ele acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Segundo a Polícia Civil, o ex-PM possui antecedentes e condenações por homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Materiais apreendidos com ele serão submetidos a exames periciais.

Operação mira PM da ativa e ex-policial por Polícia Civil

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), apontam que os suspeitos integravam uma organização voltada à prática de extorsão mediante sequestro e outros crimes violentos.

De acordo com a apuração policial, o militar foragido desempenhava função estratégica dentro do grupo, sendo responsável por recrutar policiais, ex-policiais e profissionais da segurança privada para atuar nas ações criminosas.

Ainda conforme as investigações, a quadrilha escolhia pessoas com antecedentes criminais como alvos dos sequestros. Após a captura, as vítimas eram levadas para um cativeiro localizado em Barra de Pojuca, em Camaçari, onde eram submetidas a extorsões para obtenção de dinheiro em troca da liberdade.

Dois casos já identificados pelos investigadores ocorreram neste ano. Um deles teve como vítima um homem abordado em Mussurunga, em Salvador, no dia 5 de março. Outro aconteceu três dias antes, em Simões Filho. A polícia suspeita que outras três ocorrências com características semelhantes tenham ligação com o mesmo grupo.

Além dos sequestros, a organização também é investigada por homicídios, ocultação de cadáver e atuação em moldes de milícia na região de Barra de Pojuca.

As apurações apontam ainda conexão com a Operação Arcanjo Traidor. Em abril deste ano, um homem de 41 anos apontado como integrante da mesma organização morreu após reagir a uma abordagem policial. Na ocasião, foram apreendidos uma pistola, um cacetete e outros materiais considerados relevantes para a investigação.

A Operação Juramento Quebrado contou com equipes do DEIC, da Delegacia Antissequestro, da Corregedoria da Polícia Civil, da Corregedoria da Polícia Militar, do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI) e de unidades policiais do interior da Bahia e de Pernambuco.

Segundo o diretor do DEIC, delegado Thomas Galdino, as ações contra organizações envolvidas em sequestros permanecem entre as prioridades da corporação. "O combate ao crime organizado e aos crimes de extorsão mediante sequestro é permanente. Seguiremos atuando de forma contínua para desarticular esses grupos e responsabilizar todos os envolvidos", afirmou.

As investigações continuam para localizar o policial militar foragido e identificar outros integrantes da organização criminosa.

Tags:

Operação Juramento Quebrado pm da Ativa Ex-policial Sequestros E Extorsão