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Prefeitura paga R$ 10 por cada peixe de espécie invasora retirado do mar em Porto Seguro, na Bahia

Ação já removeu cerca de 500 peixes-leão das águas baianas

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 31 de agosto de 2026 às 09:38

Peixes-leão foram retirados do mar
Peixes-leão foram retirados do mar Crédito: Divulgação

A Prefeitura de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, vai manter por mais 30 dias o pagamento de R$ 10 por cada peixe-leão retirado do mar por pescadores da região. O incentivo faz parte de uma ação para conter a presença da espécie invasora no litoral do município.

A iniciativa é realizada em parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac) e a Colônia de Pescadores. Em um mês de atividade, cerca de 500 peixes-leão já foram capturados.

Após a retirada, os animais são entregues à Colônia de Pescadores e encaminhados para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). O material será utilizado em estudos científicos sobre a espécie.

Peixe-leão por Wikicommons/Reprodução

Na universidade, os pesquisadores fazem a contagem dos exemplares e registram informações como peso e tamanho. Também são investigados aspectos relacionados à alimentação, genética, origem e comportamento dos peixes.

Além do monitoramento da espécie, os estudos avaliam se o peixe-leão pode ser beneficiado e aproveitado em uma eventual cadeia produtiva.

Animal não faz parte do ecossistema nativo

O animal é originário do oceano Indo-Pacífico e passou a ser registrado na Bahia em 2025, após a identificação de exemplares em Maraú, no baixo sul do estado. Por não fazer parte originalmente desses ecossistemas, é considerado uma espécie invasora.

A preocupação com a presença do peixe-leão está relacionada à capacidade de reprodução e disseminação do animal. Ele pode se reproduzir diversas vezes ao ano, liberando milhares de ovos e larvas, além de apresentar alimentação intensa e não ser reconhecido como presa por possíveis predadores locais.

A espécie também oferece risco durante o contato com humanos. Na fase adulta, pode possuir até 18 espinhos venenosos, cuja picada pode causar dor e náuseas e, em casos mais graves, provocar convulsões.