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Quinze pessoas são resgatadas de trabalho em condições análogas às de escravizados na Bahia

Trabalhadores foram resgatados no mês de agosto durante operação nacional

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Elaine Sanoli

Publicado em 9 de setembro de 2026 às 21:36

15 pessoas são resgatadas de trabalho em condições análogas às de escravizados na Bahia durante operação nacional
15 pessoas são resgatadas de trabalho em condições análogas às de escravizados na Bahia durante operação nacional Crédito: Reprodução

Ao menos 15 pessoas foram resgatadas de trabalhos em condições análogas às de escravizados na Bahia. A Operação Resgate VI ocorreu em todo o país, com 231 ações realizadas entre 1º e 31 de agosto. Ao todo, 479 pessoas foram resgatadas.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entre os trabalhadores resgatados, 13 eram crianças e adolescentes e 66 eram migrantes vindos da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.

A região Sudeste concentrou a maior parte dos trabalhadores resgatados, com um total de 267. Minas Gerais foi o estado com o maior número de pessoas encontradas em condições análogas às de escravizados, com 208 trabalhadores.

As ações se concentraram principalmente no meio rural, que correspondeu a 57,5% das fiscalizações e registrou 292 trabalhadores resgatados. As atividades no meio urbano, em geral, representaram 36,5% das ações, com 178 trabalhadores resgatados. No trabalho doméstico, foram fiscalizados 14 empregadores e resgatados nove trabalhadores.

Entre as atividades econômicas com maior número de trabalhadores encontrados estão a construção em geral (85), a cafeicultura (53), o cultivo de cebola (47) e o cultivo de batata-inglesa (44).

Os empregadores foram notificados a interromper as atividades e rescindir os contratos de trabalho, formalizando-os retroativamente, bem como a pagar os valores devidos aos trabalhadores. Ao todo, foram pagos mais de R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas e rescisórias.

Durante a operação, o Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou três termos de ajuste de conduta (TACs) e ajuizou quatro ações civis públicas para corrigir as irregularidades e responsabilizar os empregadores. Os valores de dano moral coletivo totalizaram R$ 455,5 mil, enquanto os de dano moral individual chegaram a R$ 675,5 mil.