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Wendel de Novais
Publicado em 7 de julho de 2026 às 08:04
Os 10 advogados presos na última sexta-feira (3), durante a Operação Sintonia de Gravata, são investigados por atuar como intermediários entre integrantes de facções criminosas presos e membros das organizações que permaneciam em liberdade. De acordo com as investigações, os profissionais estariam vinculados a pelo menos 12 detentos apontados como lideranças de grupos criminosos com atuação em diferentes regiões da Bahia. As informações foram divulgadas pela TV Bahia. >
Segundo a investigação, os presos exerciam funções de comando dentro de facções como o Comando Vermelho (CV), Bonde do Maluco (BDM), Primeiro Comando da Capital (PCC) e Terceiro Comando Puro (TCP). Mesmo custodiados, eles continuariam determinando ações criminosas fora do sistema prisional por meio de mensagens levadas e trazidas pelos advogados investigados.>
Veja quem são os chefes do tráfico e os seus advogados presos
Entre os principais nomes apontados está Victor de Freitas Silva, conhecido como "Da Jega", identificado como uma das lideranças do Comando Vermelho em Feira de Santana. Conforme a apuração, a advogada Maria Tereza Novaes Martins atuaria em favor dele. Já Maria Mariana Batista de Oliveira também faria a defesa de Da Jega, além de representar Fabio Santana Oliveira, o "Panda", apontado como um dos chefes do CV em Capim Grosso, e José Lucas Silva Rocha, conhecido como "Índio", integrante da mesma facção com atuação em Eunápolis.>
Outro investigado é Averaldo Ferreira da Silva Filho, o "Averaldinho", apontado como um dos chefes do Bonde do Maluco em Salvador. Segundo as investigações, ele seria atendido pela advogada Izabela da Silva de Oliveira.>
Luan Mascarenhas de Souza é suspeito de atuar em favor de Francisleno de Jesus Nunes, conhecido como "Su", "Coroa" ou "Mineiro". A investigação não detalhou os crimes atribuídos ao detento. Já o advogado Ícaro Cardoso Viana teria ligação com Gleidson Bomfim do Nascimento, Ademilton Mercês Alves e Décio Douglas Silva Oliveira, conhecido como "Vaqueiro", apontado como um dos chefes do BDM. Ainda de acordo com a apuração, Tamires Felix Alves Silva também atuaria em benefício de Vaqueiro.>
Outro nome citado é Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como "Léo Gringo", apontado como uma das principais lideranças do BDM na Bahia. Segundo a investigação, ele seria representado pelos advogados Luã Santos da Costa e Joanderson Almeida dos Santos. Luã também atuaria em favor de Wesley Willian Alves dos Santos, cujos crimes não foram detalhados pelas autoridades.>
A advogada Fernanda Oliveira Borges, que aparece em vídeos retirando bilhetes escondidos sob a roupa, é investigada por atuar para Marlos Araújo Souza Junior, conhecido como "Bolão", "CRM" ou "JR". Ele é apontado como integrante do Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação predominante em Senhor do Bonfim, no norte baiano.>
Já Raiza da Silva teria atuado em favor de Ian Pedro Santos, apontado pelas investigações como uma das lideranças do Comando Vermelho no município de Casa Nova. A Operação Sintonia de Gravata investiga a suspeita de que advogados utilizavam as prerrogativas da profissão para transportar mensagens, orientar integrantes das facções e manter a comunicação entre chefes presos e criminosos em liberdade, permitindo a continuidade das atividades das organizações criminosas mesmo a partir do sistema prisional.>