Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Juliana Matias
Agência Correio
Publicado em 11 de setembro de 2026 às 11:33
A partir dos 60 anos, manter as pernas fortes deixa de ser apenas uma questão estética e passa a ser condição para continuar subindo escadas, levantando de uma cadeira ou caminhando sem apoio. Muita gente nessa faixa etária recorre à ioga ou ao pilates para cuidar do corpo, e essas práticas realmente ajudam a melhorar flexibilidade, equilíbrio e respiração. Mas quando o objetivo é força de verdade, é preciso um estímulo mais direto para os músculos.>
Sete exercícios simples que podem ajudar a aliviar dores nas costas
A parede funciona como uma rede de segurança. Ela elimina a preocupação extra com o equilíbrio, permitindo que quem treina se concentre na postura, na amplitude do movimento e na tensão muscular correta, algo essencial quando a confiança ou a estabilidade já não são as mesmas de antes. >
O primeiro movimento é o agachamento isométrico: encostar as costas na parede e deslizar o corpo para baixo, como se fosse sentar numa cadeira invisível. A recomendação é manter a posição entre 20 e 30 segundos, em três séries, sem precisar descer até a paralela ao chão logo de início. >
O segundo exercício é a marcha com apoio, feita em pé e de frente para a parede, elevando um joelho de cada vez. Esse trabalho unilateral simula ações do dia a dia, como caminhar ou subir degraus, e deve ser feito em três séries de dez a 12 repetições por perna. >
O sinal mais claro é sentir os músculos trabalhando sob tensão controlada, sem dor articular. O terceiro exercício, o afundo estático com apoio, ajuda inclusive a perceber se uma perna está mais forte do que a outra, já que cada lado é treinado de forma independente, com um pé à frente e outro atrás, usando a parede como ponto de equilíbrio. >
Já o quarto movimento, a dobradiça de quadril contra a parede, foca na cadeia posterior, glúteos e parte de trás das coxas, fundamentais para levantar de uma cadeira ou caminhar em subidas. O quadril vai para trás até tocar a parede, com a coluna alongada, antes de retornar à posição inicial. >
Vale reforçar: isso não significa que a ioga perdeu valor. As duas abordagens simplesmente têm focos diferentes, uma em mobilidade e consciência corporal, outra em força pura. >
A progressão pode acontecer aos poucos, aumentando segundos de isometria ou repetições, sem pressa e sem forçar os joelhos. No fim das contas, o objetivo não é fazer o agachamento perfeito, e sim continuar de pé, com autonomia, por muitos anos. >