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Thais Borges
Publicado em 15 de agosto de 2026 às 13:30
Passar mais tempo ao lado dos pets é um desejo comum entre os tutores. Por isso, exames capazes de identificar fatores que podem contribuir para uma vida mais longa e saudável dos animais têm ganhado espaço. Foi o que ocorreu na edição de 2026 da Pet Vet Expo, considerada a principal feira da indústria veterinária da América Latina. >
Entre as empresas que apresentaram novidades no evento está a brasileira Petgenoma. Desde 2022, a marca oferece testes de DNA que podem identificar riscos oncológicos, obesidade e predisposição genética para 300 doenças em cães e 90 em gatos. Os exames também incluem um painel de composição genética para mais de 250 raças, entre outras análises. A coleta do material é feita em casa, por meio da saliva do animal.>
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Segundo a empresa, um dos diferenciais da solução é o atendimento facilitado por uma equipe de veterinários e geneticistas, já que se trata de uma marca 100% nacional. O corpo clínico também conta com conhecimento técnico sobre características das raças mais comuns no Brasil.>
Outro exame que chamou atenção no evento acaba de chegar ao país. A tecnologia, desenvolvida há 50 anos na Alemanha, permite analisar pelos, unhas e cascos para identificar a presença de minerais e metais pesados nos animais. O resultado pode auxiliar na investigação de possíveis desequilíbrios nutricionais ou exposições ambientais capazes de provocar alterações que nem sempre são identificadas em exames convencionais.>
A proposta é utilizar o material coletado do animal para construir um histórico de exposição. Segundo o pesquisador e nutrólogo Silvio Laganá, responsável pelo Pet Hair Lab, o pelo funciona como uma espécie de registro, capaz de armazenar por mais tempo informações sobre as toxinas às quais o animal foi exposto.>
O especialista explica que o exame produz um laudo gráfico acompanhado de uma interpretação sobre possíveis fatores relacionados às alterações presentes no ambiente em que o animal vive. “Se aparece mercúrio, por exemplo, é preciso avaliar a ração e verificar se ela contém peixe, que pode apresentar contaminação por esse metal”.>
A competição entre minerais é outro exemplo citado pelo pesquisador. Segundo ele, um pet com problemas ósseos e articulares e deficiência de cálcio pode apresentar excesso de alumínio no organismo. Nesse cenário, a suplementação de cálcio pode não ser devidamente absorvida. Dessa forma, a análise mineral capilar pode auxiliar na definição da melhor abordagem para o tratamento.>
Para o especialista, manter o equilíbrio nutricional e reduzir a exposição a substâncias potencialmente tóxicas pode contribuir para uma longevidade mais saudável dos pets. “Quando você consegue equilibrar isso, você melhora a expectativa e a qualidade de vida do seu animal de estimação”.>