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'2027 será pior', afirma presidente das Casas Bahia após fechamento de 298 lojas e demissão de 2 mil funcionários

Grupo ingressou com pedido de recuperação judicial na Justiça

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Elaine Sanoli

Publicado em 17 de agosto de 2026 às 23:54

Casas Bahia
Casas Bahia Crédito: Reprodução

Após o anúncio do fechamento de 298 lojas, demissão de cerca de 2 mil funcionários e um novo pedido de recuperação judicial, as projeções do grupo Casas Bahia é de que no ano de 2027 a situação apresente uma piora.

“Não trabalhamos com melhora no cenário macro. Consideramos que 2027 será pior que 2026”, afirmou o presidente-executivo da varejista, Renato Franklin, segundo informações para o portal g1.

Segundo o gestor, a partir do próximo ano o cenário deve ser de deterioração do crédito. As Casas Bahia deve dificultar ainda mais o processo de concessão de financiamento a seus consumidores.

Edson Silva se despediu das Casas Bahia após 21 anos de trabalho por Reprodução

O grupo voltou à Justiça apenas dois anos depois de concluir uma recuperação extrajudicial que havia reestruturado R$ 4,8 bilhões em dívidas. O novo pedido de recuperação judicial chega acompanhado de R$ 17,3 bilhões em dívidas, patrimônio líquido negativo e um prejuízo bilionário no balanço.

Do total devido, R$ 16,4 bilhões, ou 94,8%, estão nas mãos de credores sem garantia. No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões, sendo R$ 9,1 bilhões relacionados a efeitos não recorrentes. Mesmo quando esses efeitos são retirados da conta, a perda ajustada foi de R$ 978 milhões.

Se a reestruturação conseguir recuperar a operação, a recuperação judicial poderá cumprir seu papel e abrir caminho para uma nova fase da companhia. Se isso não acontecer, porém, as alternativas ficam cada vez mais restritas.