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Mariana Rios
Publicado em 26 de junho de 2026 às 21:00
A contagem regressiva para as eleições gerais de 2026 chegou à marca de 100 dias nesta sexta-feira (26). Às vésperas desse marco, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) formalizou o Grupo de Trabalho (GT) Eleitoral do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, que terá a missão de monitorar casos de violência contra profissionais da imprensa durante a campanha, identificar padrões de ataques e propor medidas para reforçar a liberdade de imprensa e a proteção dos comunicadores.>
A primeira reunião do grupo foi realizada na quarta-feira (24), na Secretaria Nacional de Justiça (Senajus). A iniciativa surge em um momento em que especialistas alertam para o aumento de ataques a jornalistas em períodos eleitorais, marcados por episódios de intimidação, campanhas de desinformação, assédio nas redes sociais, agressões físicas e verbais e até o chamado assédio judicial, quando processos são usados para constranger o exercício da atividade jornalística. >
Cinco jornalistas que sofreram ataques relacionados à cobertura política
Criado em 2023, o Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais monitora casos de violência contra profissionais da comunicação, apoia investigações, reúne dados sobre o tema e propõe políticas públicas voltadas à proteção da categoria. O novo grupo de trabalho terá foco específico nas eleições de 2026.>
Entre as atribuições do GT estão o mapeamento dos principais padrões de violência registrados durante a campanha, a sistematização de informações sobre os casos, a articulação entre diferentes instituições e a elaboração de recomendações para prevenir e responder às ocorrências.>
Segundo a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, proteger jornalistas é também proteger o processo democrático. "Proteger jornalistas e comunicadores é proteger a democracia. Toda tentativa de intimidar quem informa é também uma tentativa de limitar o direito da sociedade de saber, debater e escolher livremente", afirmou.>
Ela acrescentou que o período eleitoral exige atenção especial das instituições. "É quando a atividade jornalística exerce papel fundamental para a democracia. Nosso objetivo é fortalecer os mecanismos de prevenção, acompanhamento e resposta aos casos de violência.">
O grupo reúne representantes do Governo Federal e da sociedade civil, além de instituições convidadas, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público Federal (MPF) e organizações que atuam na defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos.>
Jornalistas e comunicadores que sofrerem violência no exercício da profissão podem registrar denúncias por meio da plataforma Fala.Br, canal oficial do Governo Federal. O sistema permite anexar documentos, fotos, vídeos e outros elementos que auxiliem na apuração dos fatos. Após o envio, é gerado um número de protocolo para acompanhamento da manifestação.>