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Esther Morais
Publicado em 17 de agosto de 2026 às 07:13
Um esquema de fabricação e venda de anabolizantes falsificados foi descoberto pela polícia e teria abastecido diferentes regiões do Brasil. Os produtos eram preparados em estruturas clandestinas e comercializados pela internet, em lojas de suplementos e clínicas de estética. As informações foram exibidas pelo Fantástico, da TV Globo. >
Um dos principais investigados é Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraya, preso em Ciudad del Este, no Paraguai. Segundo a polícia, ele seria um dos responsáveis pela produção e comercialização dos produtos. A investigação identificou laboratórios clandestinos em Brasília, João Pessoa e São Paulo.>
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As apurações começaram a avançar após a apreensão de um celular em um apartamento de Taguatinga, no Distrito Federal, em fevereiro de 2025. No local, os policiais encontraram um laboratório improvisado e prenderam Carlos Henrique Rodrigues de Abreu.>
Segundo a investigação, os anabolizantes eram manipulados com equipamentos simples, como fogão e panela. Conversas recuperadas no celular ajudaram os investigadores a identificar como os produtos eram fabricados e distribuídos.>
A polícia afirma ainda que os produtos recebiam embalagens e rótulos que simulavam uma origem internacional. A matéria-prima usada na fabricação entrava clandestinamente no Brasil pela fronteira com o Paraguai.>
Em Foz do Iguaçu, seis pessoas foram presas durante a operação. Entre os detidos está a gerente de uma loja apontada como fornecedora dos insumos. O proprietário do estabelecimento é considerado foragido.>
Segundo a investigação, os produtos eram divulgados nas redes sociais por pessoas ligadas ao esquema. Entre elas está Ana Luiza, apontada pela polícia como influenciadora fitness. Os conteúdos associavam os produtos a resultados físicos e estéticos.>
A operação também atingiu o patrimônio dos investigados. De acordo com o delegado Rodrigo Carbone, R$ 32 milhões em bens foram bloqueados por determinação judicial. O valor, segundo ele, pode ser maior diante da dimensão do grupo.>
Em uma conversa interceptada, um dos integrantes afirma que as vendas de Jiraya chegavam a R$ 10 mil a R$ 15 mil por dia. Nos períodos de menor movimento, segundo o relato, o valor ficava entre R$ 4 mil e R$ 5 mil.>