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Aos 25 anos, jovem vende paçocas por mais de 10 horas por dia no semáforo e garante sustento da família

Henrique revela que seu sonho é ser empresário

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 7 de setembro de 2026 às 13:26

Jovem vende produtos no semáforo
Jovem vende produtos no semáforo Crédito: Imagem gerada por IA

Depois de enfrentar dificuldades para conseguir emprego formal, Henrique Carneiro Borges, de 25 anos, encontrou no semáforo uma alternativa para ganhar dinheiro. Há cinco anos em Peruíbe, no litoral de São Paulo, ele vende paçocas entre os carros e, com o resultado do trabalho, consegue sustentar a casa onde vive com a esposa.

A atividade começou depois de uma sequência de portas fechadas na busca por emprego. Henrique já havia trabalhado em um lava-rápido e também na Prefeitura de São Bernardo, cidade onde morava anteriormente. Atualmente, afirma conseguir com as vendas uma renda superior à oferecida por muitos dos postos formais que procurou no passado.

Para chegar a esse resultado, no entanto, são mais de dez horas de trabalho por dia. Henrique começa a vender às 7h e permanece no semáforo até as 17h30. O produto oferecido aos motoristas é simples: um kit com cinco paçocas custa R$ 10.

O dia começa ainda mais cedo. Ele acorda às 5h30, toma café e sai de casa por volta das 6h40. O deslocamento até o ponto de venda é feito a pé ou de carro por aplicativo.

Ao longo das horas que passa entre os veículos, Henrique diz que mantém uma boa relação com a maioria dos motoristas. Situações desagradáveis acontecem, mas, segundo ele, são minoria diante das experiências positivas acumuladas no trabalho.

“No sinal eles me respeitam e nunca tive problemas. Já encontrei algumas vezes pessoas com má educação, mas eu tenho muito mais histórias boas”, disse ele em entrevista ao Diário do Litoral. 

Nem a chuva necessariamente significa dia de folga. Henrique costuma manter as vendas mesmo com o tempo fechado, embora algumas vezes aproveite a ocasião para descansar. Quando há algum problema no semáforo onde costuma trabalhar, ele procura outro sinal e continua o expediente.

As mudanças de temporada também não provocam, segundo ele, grandes alterações no movimento. Mesmo vivendo em uma cidade do litoral, Henrique afirma não perceber diferença significativa entre as vendas realizadas durante o verão e nos meses mais frios.

Com o ensino médio concluído, o jovem pretende usar a experiência atual como ponto de partida para outros planos. Henrique sonha em abrir uma empresa e alcançar sucesso nos negócios, embora ainda não tenha definido em qual ramo pretende atuar.

Por enquanto, é da venda das paçocas que vem a renda da família. Entre as 7h e as 17h30, Henrique transforma as paradas dos carros no semáforo em uma atividade que surgiu da falta de oportunidades no mercado formal e acabou se tornando seu meio de sustento.