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Wendel de Novais
Publicado em 21 de julho de 2026 às 05:03
O assassinato do caminhoneiro Valdemir Hoeckler, 52 anos, chocou o país pela crueldade e pela tentativa de ocultar o crime. Em novembro de 2022, ele foi encontrado morto dentro de um freezer na casa onde morava com a esposa, a professora Claudia Tavares Hoeckler, em Lacerdópolis, em Santa Catarina. >
A investigação concluiu que ela matou o marido após ser impedida de participar de uma confraternização do trabalho e tentou encobrir o homicídio registrando o desaparecimento da vítima. Segundo a denúncia do Ministério Público, Claudia dopou o companheiro, amarrou seus braços, pernas e pés e o asfixiou com uma sacola plástica antes de esconder o corpo no freezer da residência.>
Em agosto de 2025, após um júri popular que durou mais de 25 horas, ela foi condenada a 20 anos e 24 dias de prisão em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.>
Claudia Hoeckler foi condenada pelo crime
Confraternização>
O caso começou a ser esclarecido após o depoimento da própria acusada. Na delegacia, Claudia contou que pretendia participar de uma confraternização de fim de ano com colegas de trabalho em uma pousada, mas afirmou que o marido havia proibido sua ida. A partir das investigações, a Polícia Civil apontou que a discussão entre os dois terminou no assassinato do caminhoneiro.>
Cinco dias depois do crime, o corpo de Valdemir foi localizado dentro do freezer da residência do casal. A descoberta colocou fim às buscas iniciadas após a própria esposa procurar a polícia para comunicar o desaparecimento do marido. O desaparecimento foi registrado em 15 de novembro de 2022, depois que um colega de trabalho estranhou a ausência de Valdemir e alertou a família.>
Claudia procurou a delegacia e informou que o marido havia sumido, dando início às buscas. Três dias depois, ela voltou à delegacia para prestar depoimento e, naquele momento, ainda era tratada apenas como testemunha. No entanto, policiais perceberam diversos ferimentos pelo corpo da professora, compatíveis com uma possível luta corporal.>
Ela concordou em realizar exame de corpo de delito e permitir a perícia na residência, mas desapareceu antes que os procedimentos fossem concluídos. Diante da mudança de comportamento da mulher e das suspeitas levantadas durante a investigação, os policiais entraram na residência e encontraram o corpo do caminhoneiro escondido dentro do freezer. A partir daí, Claudia passou a ser investigada por homicídio e ocultação de cadáver.>
Prisão>
Após o corpo ser encontrado, Claudia se apresentou espontaneamente à Polícia Civil na cidade de Joaçaba, onde foi presa temporariamente. Na ocasião, permaneceu em silêncio sobre o crime. A defesa informou que ela se entregou mesmo sabendo da existência de um mandado de prisão e sustentou que o homicídio teria ocorrido em um contexto de violência doméstica.>
Posteriormente, ela chegou a obter liberdade mediante uso de tornozeleira eletrônica, mas voltou a ser presa preventivamente em 2025 após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), atendendo a recurso apresentado pelo Ministério Público de Santa Catarina.>
Em outubro de 2023, a Justiça decidiu levar Claudia a júri popular pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A denúncia sustentou que ela dopou o marido, amarrou a vítima e a matou por asfixia antes de esconder o corpo e comunicar falsamente o desaparecimento.>
O julgamento aconteceu em agosto de 2025 e mobilizou grande estrutura. Durante a sessão, realizada na Câmara de Vereadores de Capinzal, o freezer utilizado para ocultar o cadáver foi levado ao plenário como parte da demonstração dos fatos aos jurados. Após mais de 25 horas de julgamento, Claudia foi condenada a 20 anos e 24 dias de prisão em regime inicial fechado.>