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Cão que localizou bunker com 48 toneladas de maconha recebe recompensa inusitada

Pastor-belga-malinois participa de operações há dois anos e já havia localizado outra grande apreensão

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 9 de abril de 2026 às 09:37

Cão Hulk
Cão Hulk Crédito: Divulgação/PMRJ

O faro do cão policial Hulk foi decisivo para a maior apreensão de drogas já registrada no Brasil: cerca de 48 toneladas de maconha encontradas escondidas dentro de uma cisterna em uma construção abandonada na comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro (RJ).

A droga estava totalmente encoberta por concreto e não havia chamado a atenção inicial dos agentes. A situação mudou quando Hulk passou pelo local e apresentou comportamento incomum durante a varredura.

“Os agentes estavam verificando a área, mas estava tudo vedado, concretado. Só que quando o Hulk começou a farejar, ele ficou muito agitado, mudou o comportamento. Os agentes desconfiaram, começaram a quebrar o concreto da cisterna e encontraram a droga”, relatou ao jornal O Globo o comandante do Batalhão de Ações com Cães (BAC), tenente-coronel Luciano Pedro Barbosa.

Hulk ajudou na maior apreensão da história por Divulgação/PMRJ

Ao abrirem a estrutura, os policiais localizaram uma espécie de bunker improvisado. O espaço era tão estreito que os militares precisaram rastejar sob a cisterna para acessar o esconderijo, onde estavam mais de 20 mil tabletes de maconha, com peso entre 1 kg e 1,5 kg cada, armazenados em sacos plásticos e caixas de papelão.

Segundo o sargento Wildemar de Oliveira, condutor de Hulk, o cão é considerado agitado e tem como principal recompensa nas operações a bolinha de tênis. “A recompensa deles é o brinquedo. Quando eles vêm de grandes apreensões, a gente deixa que eles fiquem mais tempo com a bolinha, por exemplo. Como o instinto de caça deles é bem alto, acabam destruindo o brinquedo porque querem muito ele. E também é uma forma de eles desestressarem”, explicou.

O comandante do batalhão destacou que os cães não procuram diretamente a droga, mas sim a recompensa associada ao treinamento. “A recompensa deles é o brinquedo. Quando eles vêm de grandes apreensões, a gente deixa que eles fiquem mais tempo com a bolinha, por exemplo. Como o instinto de caça deles é bem alto, acabam destruindo o brinquedo porque querem muito ele. E também é uma forma de eles desestressarem”, explicou.

Da raça pastor-belga-malinois, Hulk foi doado ainda filhote à corporação, aos seis meses de idade. Hoje com quatro anos no batalhão e dois de atuação em operações, ele já havia participado de outras apreensões importantes — entre elas, cerca de uma tonelada de drogas localizada em 2024, no Parque União, também na Maré.

Treinamento começa ainda filhote

Os cães do BAC iniciam preparação por volta dos seis meses de idade, após avaliação de características comportamentais como iniciativa e impulso.

“Observamos o comportamento deles ainda filhotes. Aqueles que demonstram mais iniciativa e impulso já indicam maior predisposição para o trabalho policial. Por exemplo, os que correm mais rápido para mamar na mãe”, explicou o tenente-coronel Barbosa.

O treinamento de faro dura entre um ano e meio e dois anos. Durante a formação, não há contato direto com entorpecentes.

Os cães costumam se aposentar por volta dos oito anos e, na maioria dos casos, são adotados pelos próprios condutores. No caso de Hulk, o destino já está definido. “Criamos um vínculo muito forte. Tenho espaço em casa e, quando ele se aposentar, vou adotá-lo.”

Operação mobilizou 250 policiais

A ação que resultou na apreensão foi planejada para combater facções criminosas nas comunidades Nova Holanda e Parque União. A operação começou na terça-feira e contou com cerca de 250 policiais militares de unidades do Comando de Operações Especiais (COE), do Comando de Polícia Especializada e do 22º BPM. Além das drogas, foram apreendidos cinco fuzis, quatro pistolas e recuperados 26 veículos roubados, entre carros e motocicletas.

Tags:

cão Hulk