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Esther Morais
Publicado em 5 de agosto de 2026 às 08:22
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou na terça-feira (4) que monitora a formação de um sistema de baixa pressão que pode evoluir para um ciclone-bomba entre a região Sul do Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Oceano Atlântico nos próximos dias. >
Segundo o órgão, os maiores impactos no Brasil são esperados entre quinta-feira (6) e sábado (8), principalmente na Região Sul. A formação do sistema deve favorecer o avanço de uma frente fria, com condições para tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e granizo.>
O que fazer durante o temporal?
O Inmet ressalta que ainda não é possível confirmar a classificação do fenômeno como ciclone-bomba. Isso porque a definição depende da rápida queda da pressão atmosférica durante a evolução do sistema. Até o momento, os modelos meteorológicos indicam um cenário favorável para a formação de um ciclone extratropical intenso.>
Os ventos mais fortes devem ocorrer sobre o Oceano Atlântico, onde as rajadas podem superar 100 km/h nas áreas próximas ao centro do ciclone. Na faixa litorânea e em regiões do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, também há previsão de rajadas acima de 60 km/h entre os dias 6 e 8 de agosto.>
Além dos ventos intensos, o fenômeno poderá favorecer a formação de linhas de instabilidade e frentes de rajada, com potencial para tempestades severas entre o Sul do Brasil e o Paraguai.>
Após o afastamento do ciclone em direção ao oceano, uma massa de ar frio deve avançar sobre o centro-sul do país, provocando queda acentuada das temperaturas e podendo atingir também áreas do Centro-Oeste e do Sudeste nos dias seguintes.>