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Perla Ribeiro
Publicado em 2 de setembro de 2026 às 17:20
O assassinato do dentista Clei Bagattini, 50 anos, foi encomendado a um grupo que atuava como uma espécie de “escritório do crime” em Vilhena, no estado de Rondônia, segundo informou a Polícia Civil durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (2). Quatro pessoas foram presas na terça-feira (1º), mais de dois anos após o homicídio. Clei foi morto a tiros dentro do próprio consultório, em julho de 2024. Um homem chegou na clínica e atirou contra o dentista. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. As informações são do g1 Rondônia.>
De acordo com os investigadores, os envolvidos não tinham relação prévia com a vítima e participaram diretamente do planejamento e da execução do crime. Os nomes dos quatro presos não foram divulgados. A polícia afirma que a organização criminosa já foi desarticulada. As prisões encerram a segunda fase de uma investigação considerada complexa, que resultou em um inquérito com cerca de 2 mil páginas.>
Encontros em áreas de mata e celulares destruídos>
Segundo a investigação, os suspeitos realizaram encontros presenciais em áreas de mata para planejar a execução do dentista. Após o assassinato, os envolvidos teriam destruído os próprios celulares na tentativa de eliminar provas que pudessem ajudar a polícia a esclarecer a participação de cada integrante.>
Até o momento, sete pessoas foram identificadas pela investigação. Na primeira fase, a polícia apontou a participação de Raqueline Leme Machado e do namorado, Maicon Sega Araújo. Os dois foram condenados pela Justiça em abril deste ano. Também foi identificado Maicon da Silva Raimundo, apontado como o autor dos disparos que mataram o dentista. Ele não chegou a ser preso pelo homicídio: cinco meses depois do crime, morreu durante um confronto com policiais em Colniza (MT).>
Polícia começa terceira fase da investigação>
Com as quatro novas prisões, a Polícia Civil inicia agora a terceira fase da investigação. O objetivo é descobrir se outras pessoas participaram do planejamento ou da execução do assassinato. A estimativa dos investigadores é que ainda existam três ou quatro envolvidos que podem ser identificados.>
A polícia não divulgou os nomes dos presos nesta segunda fase nem detalhou, na coletiva mencionada, qual teria sido a participação individual de cada um no crime.>