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Empresa de móveis fecha as portas e deixa clientes com prejuízo de até R$ 250 mil

Polícia Civil investiga denúncias e vai apurar se houve estelionato ou apenas descumprimento de contratos

  • Foto do(a) author(a) Esther Morais
  • Esther Morais

Publicado em 20 de julho de 2026 às 09:48

Empresa de móveis fecha as portas e deixa clientes com prejuízo de até R$ 250 mil Crédito: Reprodução/Ennebê Planejados

Uma empresa de móveis planejados anunciou o encerramento das atividades e deixou clientes no prejuízo em Criciúma, no Sul de Santa Catarina (SC). Segundo a Polícia Civil, ao menos seis boletins de ocorrência foram registrados por consumidores que afirmam ter pago pelos serviços, mas não receberam os móveis contratados. Os prejuízos variam entre R$ 200 mil e R$ 250 mil.

A empresa Ennebê Planejados, fundada em 2018, atuava na fabricação de móveis sob medida para ambientes residenciais e comerciais. Inicialmente, funcionava em parceria com a Finger Planejados, sob o nome Finger Criciúma, antes de criar a própria marca e ampliar a rede de fornecedores.

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A delegada Jucinês Ferreira, da 1ª Delegacia de Polícia da Comarca de Criciúma, disse ao portal ND Mais que os contratos questionados foram firmados entre o fim de 2025 e o início de 2026. As vítimas contaram que efetuaram os pagamentos, mas os prazos de entrega não foram cumpridos. Conforme os boletins de ocorrência, novos aditivos contratuais chegaram a ser firmados até que a empresa anunciou o encerramento das atividades.

Apesar das suspeitas levantadas pelos consumidores, a delegada afirma que, até o momento, não há elementos suficientes para caracterizar o crime de estelionato. Segundo ela, para que o delito seja configurado, é necessário comprovar que o contrato foi firmado com a intenção prévia de não cumprir a obrigação e obter vantagem ilícita.

O delegado Fernando Possamai, da 2ª Delegacia de Polícia da Comarca de Criciúma, informou que será instaurado um inquérito para esclarecer se o caso decorreu de dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa ou se houve intenção deliberada de causar prejuízo aos clientes.

A Polícia Civil ressaltou que o simples descumprimento de um contrato não configura, automaticamente, o crime de estelionato. Caso fique comprovado que o encerramento das atividades ocorreu por problemas financeiros, a reparação dos prejuízos deverá ser buscada na esfera cível. Já uma eventual responsabilização criminal dependerá da comprovação de que os contratos foram firmados com o objetivo de lesar os consumidores.

A reportagem não localizou contato da Ennebê Planejados para obter um posicionamento sobre as denúncias e o fechamento da empresa. O espaço segue aberto para manifestação.