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Ex-gerente que fez denúncia pede indenização da Petrobras por assédio moral

Venina chegou a receber mais que Graça Foster enquanto esteve em Cingapura

  • D
  • Da Redação

Publicado em 24 de dezembro de 2014 às 13:31

 - Atualizado há 3 anos

A ex-gerente da Petrobras Venina Fonseca entrou com ação na Justiça trabalhista acusando a estatal de assédio moral. Ela pede uma indenização, sem valor definido, e diz que a empresa fez cortes ilegais em seu salário. A informação é da Folha Online.

Venina diz que alertou desde 2009 a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, sobre irregularidades na refinaria Abreu Lima. Graça nega ter sido omissa e diz também que só recentemente Venina a procurou com denúncias de corrupção.

Venina trabalhou como diretora-executiva da Petrobras em Cingapura de julho de 2012 até este mês, quando perdeu o cargo após uma comissão interna apontar problemas de "não conformidade" em contratos da refinaria Abreu e Lima, de responsabilidade dela. 

Os advogados de Venina dizem que o corte de salário da executiva foi ilegal - saiu de R$ 69,1 mil para R$ 24,2 mil brutos. A defesa diz que a estatal não pode cortar benefícios que a funcionária recebia há mais de dez anos, segundo entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Venina trabalha na empresa desde 1990, quando entrou como geóloga.

A presidente Graça Foster disse à Folha que quando Venina foi para Cingapura recebia mensalmente R$ 167,3 mil, incluindo ajuda de custo para escola e reembolso de aluguel, valor maior do que o recebido por Graça - em 2013, a presidente recebeu média mensal de R$ 158,3 mil.

[[saiba_mais]]Venina quer indenização da Petrobras (Foto: Estadão Conteúdo)Assédio moralOs advogados de Venina ainda citam dois casos que seriam de assédio moral . A geóloga diz que foi enviada em 2010 pela primeira vez para Cingapura como retaliação por conta das denuncias que fez. Diz também que lá foi impedida de trabalhar.

O outro episódio citado teria acontecido entre fevereiro e julho de 2012, já de volta ao Brasil. Venina diz que ficou com trabalho impossibilitado por ter sido colocada em uma sala na sede da empresa, no Rio, sem telefone e sem computador.

A Petrobras informou que não foi notificada pela ação trabalhista. A presidente já havia negado assédio moral a Venina e também disse que ela não foi enviada a Cingapura como retaliação.