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Familiares e amigos foram convidados para cerimônia, viram quando piloto passou mal após banho de óleo e tentaram socorrê-lo: 'Dificuldade para respirar'

Gustavo Henrique Lara, 27 anos, ficou tonto logo após a cerimônia e com muita dificuldade de respirar.

  • Foto do(a) author(a) Wladmir Pinheiro
  • Foto do(a) author(a) Giuliana Mancini
  • Wladmir Pinheiro

  • Giuliana Mancini

Publicado em 19 de julho de 2026 às 14:33

Gustavo Lara se dedicou durante oito anos, entre estudos e aulas, para se tornar piloto
Gustavo Lara se dedicou durante oito anos, entre estudos e aulas, para se tornar piloto Crédito: Reprodução

Amigos e parentes de Gustavo Henrique Lara, 27 anos, tentaram socorrer o piloto que morreu logo após passar pela comemoração do seu primeiro voo solo, quando amigos despejaram óleo sobre ele, como um marco de formação da escola de aviação. O amigo de Gustavo, que despejou o óleo sobre o piloto, procurou a delegacia em estado de choque. O grupo havia sido convidado para participar da cerimônia.

Em depoimento, uma testemunha contou que Gustavo ficou tonto logo após a cerimônia e com muita dificuldade de respirar.

Gustavo Henrique de Lara por Reprodução

"Nisso que a gente viu que começou a ficar sério, colocamos ele no chão. Ele estava com muita dificuldade de respirar. Daí a gente foi pra cima, tentar fazer alguma coisa, começou a gritar pra chamar o Samu, pra chamar o apoio ali do pessoal do helicóptero também que tinha ali do lado", relatou uma testemunha, em depoimento.

Amigo indiciado

O caso aconteceu na noite de quinta-feira (16), em Ponta Grossa, no Paraná. O instrutor, que não teve o nome divulgado, foi autuado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Após prestar depoimento, ele foi liberado mediante pagamento de fiança de R$ 3 mil.

Segundo a Polícia Civil, o homem afirmou que o tradicional "banho" aplicado em pilotos recém-formados é feito apenas do pescoço para baixo e que a substância utilizada era óleo empregado em motores de aeronaves. Até o momento, os investigadores informaram que não há indícios de que ele tenha agido com a intenção de provocar a morte de Gustavo.

A família do jovem preferiu não conceder entrevistas, mas informou que considera o episódio uma fatalidade. De acordo com os parentes, Gustavo e o instrutor eram amigos.

Piloto sofreu reação alérgica grave

De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Gustavo sofreu uma reação anafilática, considerada a forma mais grave de reação alérgica, logo após entrar em contato com o óleo. Em seguida, teve uma crise convulsiva e três paradas cardiorrespiratórias. Os socorristas conseguiram reverter as duas primeiras, mas ele morreu após a terceira.

A Polícia Civil investiga se houve relação direta entre o ritual e a morte do piloto. Para isso, foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial, que devem apontar a causa da morte e identificar a composição da substância utilizada.

Os investigadores também vão apurar a quantidade de óleo aplicada, as partes do corpo atingidas, além de analisar imagens, reunir documentos e ouvir testemunhas, participantes do ritual e familiares da vítima.