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Wendel de Novais
Publicado em 11 de agosto de 2026 às 09:10
A jovem Lívia Berthoud, de 23 anos, morta a tiros pelo ex-namorado em uma praça de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, tinha uma medida protetiva de urgência contra o suspeito. A estudante de Direito também fazia estágio no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O crime aconteceu na manhã desta segunda-feira (10). >
Lívia foi atingida por disparos na cabeça e morreu ainda no local, segundo a Polícia Militar. O principal suspeito é Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, 25 anos, ex-companheiro da vítima, que foi preso em flagrante. A jovem estava no 10º semestre do curso de Direito da Universidade de Taubaté (Unitau) e estagiava no Ofício das Execuções Criminais de Taubaté, órgão vinculado ao TJ-SP.>
Lívia foi executada em praça; suspeito não aceitava fim de relação
A medida protetiva contra Carlos Eduardo havia sido concedida após registros anteriores de violência doméstica. Segundo relatos de familiares e testemunhas reunidos no boletim de ocorrência, o homem não aceitava o fim do relacionamento e já teria feito ameaças. Após a execução, Carlos Eduardo teria tentado tirar a própria vida. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado a um pronto-socorro, onde permanecia internado, entubado e sob escolta policial.>
Mesmo hospitalizado, o suspeito foi preso em flagrante pelos crimes de feminicídio e descumprimento de medida protetiva. A morte da estudante provocou manifestação da Universidade de Taubaté. A instituição lamentou o assassinato e prestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e professores de Lívia.>
"A Universidade de Taubaté manifesta profundo pesar pela morte precoce e brutal da aluna Lívia Berthoud, do 10º semestre do curso de Direito, vítima de feminicídio nesta segunda-feira (10), em Pindamonhangaba. A Universidade se solidariza com familiares, amigos, colegas e professores e repudia, de forma veemente, toda forma de violência", diz trecho da nota.>
O caso é investigado pela Polícia Civil. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias do assassinato e também verificar o histórico de violência e ameaças relatado por familiares e testemunhas.>