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Esther Morais
Publicado em 29 de junho de 2026 às 07:26
O Ministério Público do Piauí (MPPI) investiga a morte de uma recém-nascida ocorrida em 3 de janeiro deste ano, no Hospital Regional Justino Luz, em Picos (PI). A bebê morreu cerca de cinco minutos após o parto e, segundo a mãe, uma jovem de 22 anos, o caso teria sido provocado por negligência médica. >
De acordo com informações divulgadas pelo Metrópoles, o procedimento administrativo apura uma suposta falha na prestação dos serviços de obstetrícia da unidade de saúde. Conforme o documento obtido pelo portal, assinado pelo promotor de Justiça Paulo Maurício Gusmão, a médica responsável pelo parto não havia concluído a residência médica à época e não teria permanecido na sala durante o procedimento.>
Segundo a denúncia, a gestante estava com 39 semanas de gravidez, sem intercorrências, e deu entrada no hospital após o rompimento da bolsa. O trabalho de parto teria evoluído normalmente até a troca de plantão, quando a médica investigada assumiu o atendimento.>
A mulher afirma que, já com dilatação total e exausta, ela, a mãe e profissionais de saúde solicitaram a realização de uma cesariana, mas o pedido teria sido negado. Ainda conforme o relato, a médica deixou a sala de parto em diferentes momentos e retornou apenas após o nascimento da criança para realizar a sutura da paciente.>
A denúncia também aponta supostas divergências nos horários registrados no prontuário médico, além de possíveis alterações e omissões na documentação hospitalar. A família ainda questiona se a médica, que cursava o último mês da residência em ginecologia e obstetrícia, poderia atuar sem supervisão de um preceptor.>
Outro ponto levantado é que o delegado responsável pelo registro do boletim de ocorrência seria irmão da médica investigada. Por isso, a família solicitou a designação de outra autoridade policial para conduzir o caso e pediu que a Corregedoria da Polícia Civil acompanhe a investigação.>
Em resposta ao MPPI, o Hospital Regional Justino Luz informou que a paciente apresentava evolução obstétrica compatível com um parto normal e que a manutenção da via vaginal seguia as diretrizes médicas. A unidade também afirmou que a médica possuía inscrição regular no Conselho Regional de Medicina (CRM), estava habilitada para o exercício profissional e permaneceu no setor obstétrico durante o atendimento, negando abandono assistencial.>
O CRM informou ao Ministério Público que instaurou uma sindicância para apurar o caso.>