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Mãe de Isabella Nardoni se emociona após pergunta da filha caçula sobre morte da irmã

Vereadora compartilhou o relato em suas redes sociais

  • Foto do(a) author(a) Estadão
  • Estadão

Publicado em 11 de agosto de 2026 às 22:08

Ana Carolina faz homenagem à filha Isabela Nardoni
Ana Carolina faz homenagem à filha Isabela Nardoni Crédito: Reprodução

Em uma publicação em seu perfil oficial nas redes sociais nesta segunda-feira (10), a vereadora Ana Carolina Oliveira (Podemos), mãe de Isabella Nardoni, revelou ter vivido um momento delicado ao conversar com a filha caçula, Maria Fernanda, de seis anos, sobre o assassinato da irmã. 

Durante o vídeo, a vereadora contou que foi questionada pela filha mais nova sobre o que Isabella teria feito para que o pai cometesse o crime contra a sua vida. Ana Carolina afirmou que explicou à menina que a irmã não teve qualquer culpa e que nada poderia justificar a violência sofrida.

A mãe de Isabella também destacou que ainda enfrenta dificuldades para responder a alguns questionamentos das crianças sobre o caso, mas considera importante conversar abertamente sobre o tema. Segundo Ana Carolina, os dois filhos já conhecem a história de Isabella. Ela explicou que buscou, ao longo dos anos, uma forma adequada de abordar o assunto dentro de casa, respeitando a idade e a compreensão de cada criança.

Em outra publicação feita neste ano, durante a lembrança dos 18 anos da morte da filha, Ana Carolina reforçou sua atuação em defesa dos direitos das crianças e no combate à violência infantil. Na ocasião, afirmou que muitas vítimas acabam crescendo com o sentimento equivocado de que são responsáveis pelas agressões que sofreram.

Isabella Nardoni tinha cinco anos quando morreu, em março de 2008, em um dos casos criminais de maior repercussão do Brasil. As investigações concluíram que a menina foi lançada do apartamento onde o pai, Alexandre Nardoni, morava com a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na capital paulista. Os dois foram condenados pela Justiça em 2010.

Após a tragédia, Ana Carolina passou a se dedicar a ações e debates relacionados à proteção da infância e ao acolhimento de vítimas de violência.