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Mais de 500 fuzileiros, drones e blindados: ONU inicia avaliação internacional da tropa de elite da Marinha no Brasil

Inspeção internacional no Rio vai decidir se os Fuzileiros Navais brasileiros continuam no nível máximo de prontidão

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 24 de maio de 2026 às 08:46

Fuzileiros navais
Fuzileiros navais Crédito: Divulgação

A Organização das Nações Unidas realiza entre os dias 27 e 29 de maio uma nova avaliação dos Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil no Complexo Naval da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A análise vai definir se a Força de Reação Rápida brasileira continuará com o nível 3 de prontidão para missões de paz, a classificação mais alta concedida pelo Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da ONU. As informações são do site especializado Defesa Aérea & Naval. 

Como preparação para a visita internacional, mais de 500 militares participam nesta terça-feira (26) de uma demonstração operacional com blindados anfíbios, drones, robôs de desativação de explosivos e sistemas de comunicação via satélite. A apresentação funciona como etapa final antes da chegada dos quatro especialistas da ONU responsáveis pela inspeção.

A certificação máxima foi obtida pelos Fuzileiros Navais pela primeira vez em 2021. Até hoje, nenhuma outra força singular das Forças Armadas brasileiras recebeu o mesmo reconhecimento internacional. Agora, cinco anos depois, a tropa brasileira precisa passar por uma revalidação para continuar apta a integrar missões de paz em qualquer região do planeta.

Durante a visita ao Rio de Janeiro, os representantes da ONU vão analisar critérios ligados a treinamento, logística, equipamentos e capacidade operacional da Força de Reação Rápida. O nível 3 de prontidão indica que a tropa pode ser mobilizada rapidamente para atuar em operações internacionais sob coordenação das Nações Unidas.

A ONU vai avaliar desde o condicionamento dos militares até a operacionalidade dos equipamentos utilizados pela força. Também entram na análise os protocolos de comunicação, regras de engajamento, capacidade de evacuação médica e estrutura logística necessária para atuação em campo.

Além da revalidação da força principal, a Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos do Corpo de Fuzileiros Navais passará pela primeira avaliação internacional de sua história. A expectativa é que a unidade alcance o nível 2 de prontidão junto à ONU.

Como funciona

A demonstração realizada no Complexo Naval reuniu diferentes tipos de equipamentos militares. Entre eles estavam Carros-Lagarta Anfíbios, viaturas blindadas leves JLTV, blindados Piranha, veículos Unimog em diversas configurações, robôs antibomba, detectores de explosivos e interferidores de frequência.

A estrutura mobilizada pela Marinha também incluiu drones de vigilância, binóculos de alta potência, sistemas ópticos, câmeras telescópicas, equipamentos portáteis de raio-X, rádios táticos, comunicações via satélite e equipamentos NBQR, voltados para ameaças nucleares, biológicas, químicas e radiológicas.

Segundo a Marinha, a variedade de meios empregados demonstra a capacidade da tropa de atuar em diferentes cenários, incluindo patrulhamento urbano, desminagem e operações em áreas de conflito.

Sistema de prontidão

Criado em 2015, o Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da ONU funciona como um cadastro internacional de tropas e estruturas militares disponibilizadas pelos países membros para futuras operações. Quanto mais elevado o nível de prontidão, maior a rapidez com que a ONU pode convocar a força para uma missão real.

Para o Brasil, manter o nível máximo também tem peso diplomático e estratégico. O país possui histórico de participação em missões internacionais, principalmente na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), onde os Fuzileiros Navais atuaram durante 13 anos.