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Estadão
Publicado em 2 de outubro de 2026 às 18:29
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu nesta quinta-feira (1º) da decisão que concedeu liberdade provisória ao bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, suspeito de matar a tiros Bruno Hashimura San Juliano, estudante de Medicina de 23 anos, após uma discussão de trânsito em Taubaté, no interior de São Paulo. >
Oliveira havia sido preso em flagrante, mas foi solto após audiência de custódia realizada na quinta. Segundo o MPSP, o bombeiro responderá por homicídio doloso. O Tribunal de Justiça de São Paulo decidirá se mantém a liberdade provisória ou acata o recurso apresentado pelo promotor Brenno Arruda Sobreira de Siqueira Figueiredo. O Estadão procurou o TJSP e aguarda o retorno.>
Ao conceder a liberdade, a Justiça determinou que Oliveira cumpra medidas cautelares, como comparecer a cada dois meses em juízo, permanecer em casa durante a noite nos fins de semana e dias de folga e não deixar a comarca por mais de 15 dias sem comunicar a Justiça.>
Para o Ministério Público, as restrições são pouco gravosas diante do caso. A decisão também proíbe o bombeiro de se aproximar a menos de 100 metros dos familiares da vítima ou manter contato com eles. Oliveira teve ainda o porte de arma suspenso e deverá ser transferido para atividades administrativas na Polícia Militar.>
O crime ocorreu na quarta-feira, 30, na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Oliveira é suspeito de atirar contra Juliano após uma discussão de trânsito.>
Imagens mostram o estudante correndo pela calçada, no sentido contrário ao dos veículos, enquanto leva a mão ao peito depois de ser baleado. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.>
Oliveira estava afastado da corporação e em licença sem vencimentos. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele não exercia funções na região do Vale do Paraíba. Em nota, o 11º Grupamento de Bombeiros lamentou a morte do estudante, manifestou solidariedade aos familiares e amigos e afirmou esperar que o caso seja esclarecido pelas autoridades.>
A defesa de Oliveira afirmou que acompanha as investigações e que apresentará seus argumentos com base nas provas reunidas durante o processo. Disse ainda que não comentará elementos específicos enquanto as diligências estiverem em andamento.>