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Mulher de 38 anos que fingiu ter 12 e foi 'adotada' terá 1ª audiência; veja o que acontece agora

Amanda Maria Souza de Oliveira será ouvida pela Justiça; ré responde por estelionato e falsa identidade após viver por 14 meses com uma família de Joinville

  • Foto do(a) author(a) Giuliana Mancini
  • Giuliana Mancini

Publicado em 15 de agosto de 2026 às 08:03

Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano
Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano Crédito: Reprodução

A audiência de instrução e julgamento do processo criminal de Amanda Maria Souza de Oliveira, mulher de 38 anos que fingia ter 12, foi marcada para quarta-feira (19), segundo informou a defesa. A sessão acontece presencialmente em Joinville, no Norte de Santa Catarina, e contará com depoimentos da acusação, da defesa e da própria ré. As informações são do site g1.

Amanda, que completou 38 anos em 10 de junho, foi presa na cidade após enganar uma família e viver por mais de um ano como uma espécie de filha adotiva. Ela responde pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano por Reprodução

Em nota, a defesa afirmou que "demonstrará, com base no conjunto probatório dos autos, a inocência de Amanda, evidenciando as fragilidades da acusação e os elementos que sustentam sua versão dos fatos".

Quais foram os passos até a audiência?

Segundo informações da defesa, o processo passou pelas seguintes etapas antes da audiência:

  1. Amanda foi presa em flagrante em 2 de junho.
  2. A Polícia Civil apresentou o inquérito ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
  3. O MPSC denunciou Amanda por estelionato e falsa identidade.
  4. O Poder Judiciário aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
  5. Com o recebimento da denúncia, o caso se tornou um processo criminal.
  6. Os advogados de Amanda apresentaram a defesa por escrito à Justiça.
  7. O Ministério Público teve espaço para contestar a defesa também por escrito.
  8. A defesa de Amanda teve espaço para apresentar uma réplica.
  9. A Justiça marcou a audiência para as 18h de quarta-feira (19), em Joinville

O que acontece na audiência?

Durante a audiência de instrução e julgamento, serão ouvidas as partes envolvidas no processo: a acusação, feita pelo MPSC, assim como a defesa de Amanda. A própria ré também prestará depoimento.

Depois dessa etapa, acontecem as alegações finais. É nesse momento que acusação e defesa fazem uma última manifestação sobre as provas produzidas no processo e apresentam seus pedidos ao juiz. Na sequência, o processo fica pronto para a sentença. A decisão, porém, não deve ser anunciada no mesmo dia da audiência.

Amanda passou por um exame de sanidade mental realizado pela Polícia Científica em 26 de junho. Segundo o advogado dela, Lúcio Sousa, ela também foi submetida a outro exame, feito por peritos escolhidos pela defesa.

De acordo com o defensor, houve divergência entre os dois laudos, que apresentaram diagnósticos diferentes. O exame realizado pelo Estado teria indicado uma doença, enquanto o elaborado pelos peritos da defesa teria apontado três.

Os resultados não foram divulgados porque o processo corre em sigilo. Segundo o advogado, os dois relatórios foram entregues ao juiz e são considerados provas no processo, podendo ser utilizados pelo magistrado na decisão final.

Mulher viveu por 14 meses com família que a acolheu

O caso foi descoberto em 2 de junho, quando Amanda foi presa na casa da família que a havia "adotado". Em depoimento, ela confessou ter aplicado o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará.

Em 9 de junho, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina contra Amanda. Com isso, ela passou à condição de ré em um processo criminal.

A mulher viveu por 14 meses como filha adotiva na casa da família que a acolheu em Joinville.