Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Giuliana Mancini
Publicado em 15 de agosto de 2026 às 08:03
A audiência de instrução e julgamento do processo criminal de Amanda Maria Souza de Oliveira, mulher de 38 anos que fingia ter 12, foi marcada para quarta-feira (19), segundo informou a defesa. A sessão acontece presencialmente em Joinville, no Norte de Santa Catarina, e contará com depoimentos da acusação, da defesa e da própria ré. As informações são do site g1.>
Amanda, que completou 38 anos em 10 de junho, foi presa na cidade após enganar uma família e viver por mais de um ano como uma espécie de filha adotiva. Ela responde pelos crimes de estelionato e falsa identidade.>
Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano
Em nota, a defesa afirmou que "demonstrará, com base no conjunto probatório dos autos, a inocência de Amanda, evidenciando as fragilidades da acusação e os elementos que sustentam sua versão dos fatos".>
Quais foram os passos até a audiência?>
Segundo informações da defesa, o processo passou pelas seguintes etapas antes da audiência:>
O que acontece na audiência?>
Durante a audiência de instrução e julgamento, serão ouvidas as partes envolvidas no processo: a acusação, feita pelo MPSC, assim como a defesa de Amanda. A própria ré também prestará depoimento.>
Depois dessa etapa, acontecem as alegações finais. É nesse momento que acusação e defesa fazem uma última manifestação sobre as provas produzidas no processo e apresentam seus pedidos ao juiz. Na sequência, o processo fica pronto para a sentença. A decisão, porém, não deve ser anunciada no mesmo dia da audiência.>
Amanda passou por um exame de sanidade mental realizado pela Polícia Científica em 26 de junho. Segundo o advogado dela, Lúcio Sousa, ela também foi submetida a outro exame, feito por peritos escolhidos pela defesa.>
De acordo com o defensor, houve divergência entre os dois laudos, que apresentaram diagnósticos diferentes. O exame realizado pelo Estado teria indicado uma doença, enquanto o elaborado pelos peritos da defesa teria apontado três.>
Os resultados não foram divulgados porque o processo corre em sigilo. Segundo o advogado, os dois relatórios foram entregues ao juiz e são considerados provas no processo, podendo ser utilizados pelo magistrado na decisão final.>
Mulher viveu por 14 meses com família que a acolheu>
O caso foi descoberto em 2 de junho, quando Amanda foi presa na casa da família que a havia "adotado". Em depoimento, ela confessou ter aplicado o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará.>
Em 9 de junho, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina contra Amanda. Com isso, ela passou à condição de ré em um processo criminal.>
A mulher viveu por 14 meses como filha adotiva na casa da família que a acolheu em Joinville.>