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Mariana Rios
Publicado em 15 de julho de 2026 às 14:06
A Polícia Civil do Paraná indiciou Amanda Oliveira, de 38 anos, pelo crime de estelionato após concluir que ela se passou por uma adolescente de 13 anos com leucemia em estágio terminal para aplicar golpes e obter dinheiro de fiéis de um grupo de oração virtual. >
Segundo as investigações, ao menos 12 vítimas foram identificadas e reconheceram Amanda após a ampla repercussão do caso em Santa Catarina, onde ela foi presa por fingir ser uma menina de 12 anos acolhida por uma família. >
No Paraná, a suspeita se infiltrava em grupos religiosos pela internet, simulava a rotina de uma adolescente e pedia transferências via PIX alegando precisar custear exames e tratamentos contra o câncer. >
Ela foi indiciada na última sexta-feira (10) pelo crime de estelionato, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. As informações são do g1.>
Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano
De acordo com a Polícia Civil, os golpes ocorreram em 2021 e se estenderam por cerca de dez meses. Nesse período, Amanda criou diversas histórias para sensibilizar as vítimas, incluindo supostas mortes de familiares, episódios de violência e agravamento do estado de saúde. Com essas narrativas, conseguia convencer integrantes do grupo a fazer doações em dinheiro.>
A investigada foi interrogada na última semana e negou as acusações.>
Amanda ficou conhecida nacionalmente após ser presa em Joinville (SC), onde viveu por 14 meses como se fosse uma menina de 12 anos acolhida por uma família. Durante esse período, usava chupeta, mamadeira e apresentava comportamento infantil, além de afirmar que sofria abusos e que sua aparência mais velha era consequência do uso de hormônios.>
Segundo a investigação, sempre que a família tentava matriculá-la em uma escola ou dar andamento ao processo de adoção, ela criava justificativas para impedir a regularização da situação, alegando que o pai biológico poderia encontrá-la.>
A Polícia Civil também descobriu que Amanda já utilizou o mesmo esquema em diversos estados brasileiros. Conforme o delegado Rodrigo Bueno Gusso, ela mudava apenas o nome utilizado, mantendo o mesmo modo de agir. Há registros de ocorrências envolvendo a suspeita no Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Ceará.>
De acordo com a polícia, além do prejuízo financeiro causado às vítimas, o golpe também explorava vínculos afetivos e a confiança das famílias e grupos religiosos para manter a fraude por longos períodos.>