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Nova regra do Banco Central para o Pix começa a valer nesta terça (1º); entenda

Veja calendários de mudanças previstas para o método de pagamento esse ano

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 1 de setembro de 2026 às 12:49

Pix
Pix Crédito: Reprodução

Comerciantes e prestadores de serviços passarão a ter mais tempo para se defender de pedidos indevidos de devolução via Pix. A partir desta terça-feira, o Banco Central ampliou de 30 para até 80 dias o prazo do Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado em casos de fraude e falhas no sistema de pagamentos.

A alteração aumenta em 166% o período disponível para que estabelecimentos contestem acionamentos considerados irregulares. Com mais tempo, será possível apresentar documentos como notas fiscais e comprovantes de entrega de produtos ou prestação de serviços.

O Pix foi lançado oficialmente pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2020 por Ilustração, IA

A nova regra não prevê o estorno automático de uma transferência. Os casos continuarão sujeitos à análise técnica das instituições financeiras envolvidas antes de uma eventual devolução.

A ampliação do prazo faz parte de um calendário de mudanças anunciado pelo Banco Central para o Pix. Em 1º de outubro, deixará de existir o limite fixo de R$ 500 para pagamentos por aproximação, que passarão a seguir as mesmas margens diárias do Pix convencional.

Já em 26 de outubro, entra em vigor uma exigência de rastreamento do caminho percorrido por recursos divididos entre diferentes contas. A medida busca ampliar o controle sobre valores de possível origem ilícita.

As demais restrições permanecem sem alteração: celulares ainda não cadastrados terão limite de R$ 200 por operação e de R$ 1.000 por dia. O Banco Central também mantém em análise uma trava cautelar que permitiria reter temporariamente valores enviados entre 20h e 6h.