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Padre é preso suspeito de estuprar coroinha de 19 anos após oferecer bebida alcoólica

Jovem relatou que religioso insistia para que ela e o namorado consumissem álcool; defesa destaca que prisão é cautelar e não representa condenação

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 7 de setembro de 2026 às 08:43

Padre Jucelino de Oliveira foi preso
Padre Jucelino de Oliveira foi preso Crédito: Reprodução

O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso em Praia Grande, no litoral de São Paulo, suspeito de estupro de vulnerável contra uma jovem de 19 anos que atuava como coroinha. Segundo o boletim de ocorrência, o religioso oferecia bebidas alcoólicas à mulher e ao namorado dela, de 18 anos, que também era coroinha.

O casal frequentava havia cerca de três meses uma igreja onde Jucelino atuava e passou a acompanhá-lo em missas celebradas em outros locais. Os dois também eram convidados para a casa do padre.

À polícia, a jovem afirmou que o religioso insistia para que eles bebessem, mesmo após ela dizer que tinha problemas com álcool. Em uma das ocasiões na residência, segundo o relato, Jucelino abraçou o casal e encostou a genitália na perna dela.

O padre Jucelino de Oliveira por Reprodução

Ainda conforme o depoimento, divulgado pelo portal G1, quando o namorado aparentava estar sonolento após consumir bebida alcoólica, o padre teria colocado as mãos por dentro da blusa e do sutiã da jovem. Depois, teria orientado o casal a descansar em um quarto e, mais tarde, chamado a mulher para continuar bebendo, mas ela recusou.

A jovem também declarou que Jucelino ofereceu ajuda financeira e presentes, incluindo o pagamento da carteira de motorista e materiais para que ela abrisse um salão de beleza. O padre ainda teria sugerido que o casal morasse com ele.

Jucelino foi preso na noite de sexta-feira (4) por agentes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, em cumprimento a um mandado judicial. A Justiça também proibiu o religioso de se aproximar a menos de 300 metros das vítimas, manter contato com elas ou frequentar locais habitualmente utilizados pelos jovens.

O que dizem a igreja e a defesa

O padre administra a Casa Pime, espaço ligado ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores, e celebra missas na capela São João Batista e na igreja Nossa Senhora Auxiliadora, ambas em Praia Grande.

Em nota, a Diocese de Santos afirmou confiar no trabalho da Justiça para esclarecer os fatos. "Reafirmamos que as providências canônicas cabíveis serão tomadas", declarou.

A defesa de Jucelino afirmou que a prisão tem "natureza temporária e exclusivamente cautelar" e que a medida "não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada sobre a responsabilidade do investigado".

Segundo o advogado João Paulo Silva Rocha, a defesa ainda não teve acesso integral aos documentos que fundamentaram a prisão e pediu, durante audiência de custódia, a revogação da medida. O padre, ainda conforme a defesa, cumpriu a ordem judicial sem resistência e permanecerá à disposição das autoridades.