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Mariana Rios
Publicado em 13 de julho de 2026 às 12:54
O pai investigado por agredir a filha de 3 anos em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, afirmou em depoimento que “perdeu a cabeça” durante o episódio. Ele declarou estar arrependido e negou ter tido a intenção de ferir a criança.>
O homem caminhava com os dois filhos, de 3 e 5 anos, após retornar de um mercado. Ele afirmou que a menina chorava e gritava durante o trajeto. O relato prestado à polícia foi exibido pelo Fantástico na noite de domingo (12).>
“Ela tava berrando na rua. Eu tinha pedido pra ela parar de ficar berrando. Ela sempre chora ou berra direto, assim, escandalosamente”, disse o pai no depoimento.>
As imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a criança cai ao chão após receber um chute. O irmão dela, de 5 anos, aparece parado durante a cena. Uma testemunha ouvida pelo programa afirmou que o menino parecia estar assustado e em estado de choque.>
Ao comentar o episódio, o suspeito declarou que se arrepende do que aconteceu. “Eu perdi a cabeça e acabei fazendo o que não deveria ter feito. Não era intencional. Eu jamais ia machucar a minha filha. Acabou acontecendo”, afirmou.>
A agressão foi interrompida por um personal trainer que presenciou a cena e decidiu intervir. Segundo o relato, o homem teria reagido com ameaça verbal ao ser confrontado.>
Além do episódio registrado em vídeo, a Polícia Civil do Paraná apura denúncias de outros atos de violência contra as crianças. A mãe solicitou medida protetiva e informou a intenção de se separar do suspeito. De acordo com o delegado Ricardo Moraes Faria dos Santos, ela afirmou ter ficado “revoltada, assustada e chocada” com o ocorrido.>
Para preservar a identidade das vítimas, os rostos das crianças não foram divulgados. O nome do pai também não foi informado, uma vez que sua identificação poderia levar à identificação dos menores.>
A investigação também considera relatos de familiares segundo os quais o menino de 5 anos teria sido agredido com um pedaço de madeira no rosto. Além disso, a polícia apura denúncias de castigos considerados cruéis, como obrigar as crianças a permanecerem ajoelhadas sobre grãos de feijão e tampas de garrafas PET.>
Segundo o delegado, os fatos investigados podem levar a um indiciamento por tortura, além de outros crimes relacionados à violência contra menores. “Até trabalhamos com a ideia não apenas de uma lesão corporal, mas sim um indiciamento por tortura, por ter imposto um grande dano físico e psicológico”, afirmou.>
“Quem presencia algo nesse sentido jamais pode ficar calado. Essa brutalidade, principalmente com criança, não pode passar despercebida”, declarou o personal trainer José Luiz, dono de uma academia próxima ao local.>