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Fernanda Varela
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 12:55
Um dos peixes mais consumidos no Norte do Brasil, o tambaqui (Colossoma macropomum), entrou para a lista de espécies ameaçadas de extinção e poderá ter a pesca proibida em todo o país caso um plano de recuperação da população não seja aprovado nos próximos meses.>
A espécie foi incluída na lista oficial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que a classificou como "vulnerável". A medida, por si só, não proíbe imediatamente a captura do peixe, mas determina a elaboração de ações para recuperar sua população.>
Tambaqui
Segundo o diretor do Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do MMA, Braulio Ferreira de Souza Dias, foi estabelecido um prazo de 180 dias para a apresentação e aprovação do plano de recuperação da espécie. O período termina em 25 de outubro.>
Se o plano não for aprovado até essa data, a pesca do tambaqui poderá ser proibida em todo o território nacional a partir do fim de outubro.>
De acordo com o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie apresentou projeção de redução populacional de 43,4% ao longo de três gerações, índice que levou à classificação como vulnerável.>
Os estudos apontam que a pesca em larga escala contribuiu para a redução da população da espécie nas últimas duas décadas. No entanto, os pesquisadores afirmam que ainda não é possível medir com precisão o impacto da aquicultura sobre esse declínio.>
Preparos do peixe
Pescadores contestam classificação>
A inclusão do tambaqui na lista de espécies ameaçadas gerou reação de pescadores e pesquisadores, que defendem a revisão da classificação.>
Segundo eles, os dados utilizados para a avaliação contemplam apenas áreas não protegidas, responsáveis por cerca de 61% da população da espécie. Eles argumentam que faltam informações sobre unidades de conservação e terras indígenas, onde também existem populações de tambaqui, o que poderia alterar o diagnóstico sobre o risco de extinção.>