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Carol Neves
Publicado em 21 de julho de 2026 às 10:44
A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) para prestar depoimento no início de agosto no inquérito que apura suspeitas de que ele teria recebido vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master. O parlamentar, que já foi líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, nega qualquer irregularidade. >
O interrogatório foi agendado pelos investigadores do caso. Entre os pontos questionados está a negociação envolvendo um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões, localizado em uma região nobre de Salvador.>
Em entrevista à BandNews, Wagner afirmou que pretendia comprar o imóvel em questão para presentear a filha. Segundo o senador, como não tinha o valor disponível naquele momento, combinou uma espécie de recompra do apartamento ainda em construção por parte de Lima.>
Jaques Wagner é investigado em operação da PF
Alvo de operação>
A investigação faz parte de uma etapa da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Em 18 de junho, Jaques Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.>
A PF investiga se o senador teria atuado em defesa de interesses ligados a Daniel Vorcaro, hipótese negada pelo petista. Além da compra do imóvel, os investigadores apontaram pagamentos a uma empresa ligada à sua nora e a aquisição de ingressos para um show no exterior como possíveis formas de contrapartida por serviços atribuídos ao parlamentar.>
Na decisão que autorizou as medidas, André Mendonça afirmou que a investigação reuniu indícios sobre possíveis vantagens econômicas recebidas pelo senador.>
"A Polícia Federal sustenta que, no curso das investigações, foram identificados elementos indicativos de recebimento de vantagem econômica indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado", diz o documento.>
Wagner classificou a operação como uma "patacoada" e afirmou que nunca recebeu benefício financeiro em troca de sua atuação no Congresso.>
Ex-governador da Bahia por dois mandatos, Jaques Wagner é próximo de Lula. Após ser incluído no inquérito da PF, deixou a liderança do governo no Senado. Ele é pré-candidato à reeleição no Senado. >