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Mariana Rios
Estadão
Publicado em 15 de julho de 2026 às 08:57
O portal do Superior Tribunal Militar (STM) permanece fora do ar desde o dia 2 de julho após a identificação de um incidente de segurança cibernética. Quase duas semanas depois, o tribunal ainda não informou uma previsão para o restabelecimento completo dos serviços. >
Segundo o próprio STM, a indisponibilidade foi detectada no início de julho e levou ao acionamento imediato dos protocolos de segurança da instituição. Como medida preventiva, os sistemas afetados foram isolados e o acesso externo bloqueado para preservar a integridade dos dados.>
Após a contenção inicial, equipes técnicas iniciaram o processo de análise e recuperação dos sistemas. O caso também foi comunicado às autoridades policiais e aos órgãos de inteligência competentes, que investigam a origem do incidente.>
Em nota enviada ao portal Poder360, a Corte informou que segue trabalhando para restabelecer os serviços de forma segura e que divulgará novas informações à medida que houver confirmações sobre o caso.>
Até a publicação desta reportagem, o STM não havia respondido aos questionamentos da imprensa sobre o andamento da recuperação.>
De acordo com o governo federal, um incidente de segurança cibernética é qualquer evento, confirmado ou suspeito, que possa comprometer a segurança da informação. Entre os exemplos estão ataques de negação de serviço (DDoS), invasões de sistemas, acesso não autorizado a dados, alteração de páginas na internet e vazamento de informações.>
O episódio ocorre em meio ao aumento de ataques cibernéticos contra instituições públicas brasileiras. Ao longo de 2025, órgãos como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), a concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos e as Forças Armadas também foram alvo de ofensivas virtuais.>
Em junho de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Timeout, que prendeu dois suspeitos e cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Paraná e no Distrito Federal. Os investigados são apontados como responsáveis por ataques de negação de serviço (DDoS) contra sites de instituições públicas e privadas.>
Mais recentemente, em junho deste ano, o sistema Defesa Civil Alerta, do governo federal, também sofreu uma invasão. A plataforma enviou mensagens falsas de "alerta extremo" para celulares em oito capitais, incluindo conteúdos com a palavra "misantropia" e, em alguns casos, referências a um suposto "ataque alienígena".>