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Carol Neves
Publicado em 16 de agosto de 2026 às 08:16
A nova fase de cortes da Casas Bahia ocorre em meio a uma combinação de prejuízos bilionários, dificuldade para recuperar a rentabilidade e pressão sobre o caixa. A varejista vem adotando medidas para reduzir despesas e ajustar sua estrutura depois de registrar resultados negativos nos últimos períodos.>
Em Salvador, a Casas Bahia encerrou as atividades de 12 lojas: fecharam as unidades localizadas na Baixa dos Sapateiros, Manuel Dias, Avenida Sete de Setembro e Cabula, na Silveira Martins. A rede também fechou lojas nos shoppings Salvador, da Bahia, Paralela, Barra, Piedade, Parque Shopping Bahia, Salvador Norte e Bela Vista.>
No primeiro trimestre de 2026, a companhia teve prejuízo de R$ 1,064 bilhão, mais que o dobro da perda de R$ 408 milhões registrada nos três primeiros meses de 2025. No ano passado, o prejuízo acumulado da Casas Bahia chegou a cerca de R$ 3 bilhões.>
A situação financeira também aparece nas medidas adotadas pela empresa para melhorar o fluxo de caixa. Segundo informações obtidas pelo Valor Econômico, a companhia estaria postergando pagamentos a lojistas do marketplace e negociando prazos mais longos com fornecedores da indústria.>
Casas Bahia
A Casas Bahia também prepara novas medidas de redução da estrutura. De acordo com o Valor, a empresa planeja reduzir em 30% o quadro de funcionários neste mês, além do fechamento de unidades e das demissões já informadas. Ao todo, 298 lojas devem ser encerradas e cerca de 2 mil funcionários podem ser desligados.>
Até a manhã deste sábado (15), os resultados do segundo trimestre ainda não haviam sido divulgados. A companhia havia previsto apresentar os números em 12 de agosto, mas adiou a divulgação para o dia 14. A teleconferência com investidores está prevista para segunda-feira (17).>
A condução dos desligamentos também passou a ser questionada pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor). A entidade afirmou que adotará as medidas necessárias para assegurar os direitos dos trabalhadores afetados.>
Segundo relatos recebidos pelo sindicato, alguns funcionários ainda não teriam recebido informações detalhadas sobre as rescisões, incluindo o pagamento das verbas trabalhistas, a liberação do FGTS e o seguro-desemprego, além de outros direitos previstos na legislação e na convenção coletiva.>
O presidente do Secor, Luciano Pereira Leite, afirmou que a entidade acompanha a situação e presta assistência aos trabalhadores. O sindicato também disse que vai cobrar transparência da empresa para evitar prejuízos aos comerciários.>
A combinação de resultados negativos, necessidade de reduzir despesas e pressão sobre o caixa ajuda a explicar a dimensão da atual reestruturação. Nos últimos anos, a Casas Bahia já vinha diminuindo sua presença física, mas em ritmo mais gradual. Agora, a companhia busca acelerar os ajustes para adequar sua operação à situação financeira.>