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Uber demite mais de 3 mil funcionários em estratégia de reestruturação

Empresa anunciou corte de 10% do seu quadro de funcionários

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Elaine Sanoli

Publicado em 2 de setembro de 2026 às 23:37

Uber
Uber Crédito: Reprodução

Como parte da estratégia de reestruturação, a Uber planeja demitir cerca de 10% de seus funcionários. De acordo com um comunicado divulgado nesta quarta-feira (2), a empresa pretende eliminar custos e reduzir cargos hierárquicos que, segundo a companhia, já não fazem sentido para a atual escala dos negócios.

O comunicado enviado internamente, segundo informações da Bloomberg News, afirma que todos os funcionários que serão desligados já foram notificados, exceto aqueles que estão em países com protocolos legais específicos.

Com a reestruturação, apenas 1% dos funcionários permanecerá trabalhando de forma remota. Os cargos mais afetados devem ser os de coordenação. “No total, reduzimos em 20% o número de funcionários que estão a sete ou mais níveis de distância do CEO e em quase 50% o número de microequipes. O resultado é um organograma mais simples, voltado mais à construção do que à gestão”, diz o comunicado.

Uber por Shutterstock

Segundo a empresa, a companhia apresentou um crescimento acentuado nos últimos cinco anos, chegando a triplicar a receita, mas precisa rever o direcionamento de pessoas e investimentos. As mudanças ocorrem em um momento em que, segundo a empresa, se faz necessária uma “organização mais enxuta”.

“Criamos novos produtos, expandimos para novos negócios, alcançamos mais consumidores, apoiamos mais pessoas que geram renda por meio da plataforma e nos tornamos uma empresa muito maior e mais sólida. Mas esse crescimento também trouxe complexidade: mais níveis hierárquicos, mais coordenação, responsabilidades mais fragmentadas e, em alguns casos, estruturas que faziam sentido quando os negócios eram menores, mas que já não funcionam bem na nossa escala atual”, afirma o comunicado.

Na prática, de acordo com informações da Folha de S. Paulo, a demissão em massa deve resultar no corte de cerca de 3.300 postos de trabalho, visto que a empresa registrava em seu relatório anual aproximadamente 34 mil funcionários até o fim de 2025.