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Vereadora de Curitiba manda colega 'voltar para casa': 'Nasceu no Ceará e vem encher o saco aqui?'

Parlamentar negou ter sido xenofóbica, afirmou também ser imigrante e disse que nordestinos são "vítimas" do PT

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 08:17

Tathiana Guzella (PL)
Tathiana Guzella (PL) Crédito: Reprodução

A vereadora Tathiana Guzella (PL) foi acusada de xenofobia depois de mandar a colega, a parlamentar Vanda de Assis (PT), "voltar" de onde veio durante uma sessão na Câmara Municipal de Curitiba, no Paraná, na quarta-feira (5).

As duas discutiram em plenário durante debate sobre a criação de um Cadastro Único para Pessoas em Situação de Rua na capital paranaense. Vanda falava quando concedeu a vez para Thatiana comentar o assunto.

A vereadora do PL quis saber se a petista era do Ceará, ao que recebeu resposta que sim. Nesse momento, Tathiana sugeriu que a colega voltasse para seu estado de origem, já que ela "elogiava tanto as ações do PT" na região. “Se a senhora gosta tanto de elogiar a atuação do PT, dos partidos correlatos ao PT, porque a senhora não volta para o Ceará? Por que a senhora veio para cá? A senhora nasceu lá, mas veio encher o saco aqui”, questionou.

Vanda então acusou Tathiana de xenofobia. Ela afirmou que procurou a Polícia Militar (PM) para tentar registrar um flagrante no local, mas a corporação não atendeu à solicitação. Ela foi ao Ministério Público Federal (MPF) representar contra a colega. "Tomaremos todas as medidas cabíveis para que ela seja responsabilizada de maneira exemplar", acrescentou.

Tathiana negou, também nas redes sociais, que tenha sido xenofóbica, e afirmou que a pergunta foi apenas para mostrar que a política do PT não funciona e que os nordestinos seriam "vítimas" do partido. A vereadora citou que também não é paranaense.

"Eu sou uma imigrante de Santa Catarina e sempre falo isso aqui, e defendi muitas vezes o povo nordestino, vítima do Partido dos Trabalhadores lá no Ceará. Querem me calar, mas não vão. Eu sou a delegada Tathiana e defendo todos contra a esquerda”, destacou.

O cadastro municipal em debate foi aprovado em votação de primeiro turno por 22 votos a favor e 8 contra. O segundo turno de votação será na segunda (10).