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Wendel de Novais
Publicado em 9 de fevereiro de 2024 às 17:57
"É onde o Carnaval do povo preto começa", declara, de bate-pronto, a soteropolitana Milena Oliveira, 32 anos, ao justificar a espera pela saída do Olodum, mesmo debaixo de chuva, nesta sexta-feira (9), na abertura do Carnaval do Pelourinho. A lotação em frente à Casa do Olodum, de onde o bloco saiu, deu razão ao que foi dito pela foliã. >
O público, formado majoritariamente por pessoas negras, aguardou com ansiedade o primeiro repicar dos tambores mais famosos do planeta. A espera acabou às 17h, com uma hora de atraso que logo ficou no passado. Ao som de clássicos como 'Protesto do Olodum' e 'Várias Queixas', houve quem chorasse, abrisse os braços em gesto de alegria e gingasse no ritmo percussivo do grupo. >
"Como fica parado? Você ouve esse som, os tambores e as músicas que batem fundo no nosso coração... Não tem como não se emocionar com o Olodum. Ainda mais aqui, no Pelourinho, que é o lugar dele e o nosso também", fala, emocionado, o folião Isaque da Silva, 35, que acompanha o grupo desde pequeno.>
O ato de começar a participação do grupo no Carnaval no Pelourinho não é à toa. Fundado em 1979 como bloco carnavalesco, o Olodum nasceu para dar aos moradores do Centro Histórico de Salvador o direito e o prazer de brincar no Carnaval.>
Ainda assim, a apresentação na frente da sede é apenas o início da festa do grupo no Carnaval nesta sexta-feira, já que o Olodum inicia no local o desfile que vai se estender até o Circuito Osmar, no Campo Grande, onde o bloco vai sair com concentração marcada para às 19h.>
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