Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Antiquários, galeristas, arquitetos e mais: baianos revelam seus museus preferidos em Salvador

Localizado no Corredor da Vitória, o Museu Carlos e Margarida Costa Pinto reúne mais de 3 mil peças de artes decorativas dos séculos XVIII ao XX

  • Foto do(a) author(a) Alô Alô Bahia
  • Alô Alô Bahia

Publicado em 15 de agosto de 2026 às 08:00

Museu Carlos e Margarida Costa Pinto
Museu Carlos e Margarida Costa Pinto Crédito: Divulgação

Salvador reúne museus e espaços culturais que preservam diferentes capítulos da história, da arte e da identidade da Bahia. A convite do Alô Alô Bahia, arquitetos, galeristas, antiquários e outros nomes ligados à arte e à cultura escolheram seus lugares preferidos na capital baiana e explicaram o que torna cada um deles especial. Confira:

Museu Carlos e Margarida Costa Pinto

Localizado no Corredor da Vitória, o Museu Carlos e Margarida Costa Pinto reúne mais de 3 mil peças de artes decorativas dos séculos XVIII ao XX. O acervo inclui prataria colonial, joias crioulas, balangandãs, cristais, mobiliário e objetos que ajudam a retratar hábitos e costumes da sociedade baiana de outras épocas.

O equipamento cultural nasceu da coleção particular do empresário Carlos Costa Pinto, reunida ao longo de três décadas, e foi idealizado por sua viúva, Margarida Costa Pinto, sendo inaugurado em novembro de 1969.

David Bastos
David Bastos Crédito: Divulgação

O arquiteto David Bastos está entre os admiradores do espaço. “Gosto muito dele porque preserva a memória de Salvador de uma maneira muito especial. Seu acervo nos aproxima de outras épocas da cidade, revelando através de objetos, mobiliário, joias e obras de arte um pouco da história, dos costumes e da cultura da Bahia”, afirma.

Para ele, o museu é um lugar “onde o passado permanece vivo e nos ajuda a compreender a identidade de Salvador”.

A escolha também foi feita pela empresária Cristiane Musse, do antiquário Cris Musse Arte & Antiguidade, que mantém uma relação familiar com o acervo. “Meu avô David Musse vendeu muitas peças para o acervo do casal Carlos e D. Margarida Costa Pinto”, conta. Entre seus itens preferidos estão a prataria, o mobiliário e o conjunto de joias crioulas, um dos destaques da coleção.

Cristiane Musse.
Cristiane Musse. Crédito: Divulgação

O antiquário e empresário Sérgio Caloula, que comanda a Caloula Filho Antiguidades ao lado da arquiteta e antiquária Marta Dione, também escolheu o espaço. “Foi uma coleção feita com muito critério para uma casa residencial, com o olhar de um colecionador e conhecedor de obra de arte”, resume.

Sérgio Caloula
Sérgio Caloula Crédito: Divulgação

MUNCAB

Muncab
Muncab Crédito: Divulgação

No Centro Histórico, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) foi a escolha do arquiteto e urbanista João Gabriel. Localizado na Rua das Vassouras, o espaço é dedicado à preservação e valorização da arte, da memória e da identidade negra e diaspórica.

 João Gabriel.
João Gabriel. Crédito: Divulgação

“Conheci em 2024 com a exposição ‘Raízes’, que foi uma das primeiras vezes que entrei em um museu e consegui me reconhecer. Não apenas pelas obras, mas pela narrativa”, conta João Gabriel.

Segundo o arquiteto, a mostra apresentou “a narrativa negra sendo contada fora da perspectiva de sofrimento”, criando uma conexão pessoal com o espaço. “Hoje é um dos lugares que preciso visitar sempre que estou na cidade e hoje assino um espaço lá dentro”, acrescenta.

Washington Sousa da Silva
Washington Sousa da Silva Crédito: Divulgação

O MUNCAB também foi escolhido por Washington Sousa da Silva, proprietário da Art Brazil Galeria, no Centro Histórico, e curador de um acervo com mais de 2.500 obras. Para ele, a localização e a temática voltada para a africanidade estão entre os principais diferenciais do museu.

MAM-BA

Instalado no Solar do Unhão, na Avenida Contorno, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) aparece entre os preferidos de dois nomes ligados à arte e à arquitetura.

O empresário e galerista Roberto Alban foi direto ao explicar sua escolha: “É o meu museu de preferência. Tem um acervo muito bom”.

Roberto Alban
Roberto Alban Crédito: Divulgação

Já a arquiteta Cristina Calumby destaca a combinação entre patrimônio, arquitetura, arte e paisagem. “Situado na Avenida Contorno, ele combina patrimônio, arquitetura, arte e uma linda paisagem da Baía de Todos-os-Santos”, afirma.

O museu funciona no histórico Solar do Unhão, conjunto arquitetônico do século XVII restaurado pela arquiteta Lina Bo Bardi. Cristina também destaca o acervo, que reúne nomes do modernismo brasileiro, como Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Djanira, Cícero Dias e Iberê Camargo, além de artistas ligados à Bahia, como Carybé, Mario Cravo Jr., Genaro de Carvalho, Rubem Valentim e Pierre Verger.

Galeria Mercado

 Thais Darzé
Thais Darzé Crédito: Divulgação

No subsolo do Mercado Modelo, a Galeria Mercado transformou um espaço histórico em ambiente dedicado à arte e à memória de Salvador. O local reúne obras de artistas como Mario Cravo Jr. e Rubem Valentim, além da instalação Lágrimas, de Vinícius S.A., criada com mais de 15 mil lâmpadas reutilizadas.

O espaço também apresenta uma linha do tempo com fotografias e homenagens a personagens ligados à história e à cultura da Bahia, como Camafeu de Oxóssi, Mãe Menininha do Gantois e Mestre Caiçara.

A galerista e curadora Thais Darzé, diretora da Paulo Darzé Galeria, escolheu a Galeria Mercado como seu equipamento cultural favorito em Salvador. A relação com o espaço é especialmente próxima: ela foi responsável pela concepção do projeto e pela curadoria.

“O que mais me interessa ali é a maneira como um espaço histórico, com uma arquitetura tão singular, foi ativado pela arte”, explica.