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Antônio Meira Jr.
Publicado em 4 de setembro de 2026 às 14:20
Quando a quarta geração do Prelude chegou ao Brasil em uma rápida passagem no começo da década de 1990, o mercado de automóveis não era tão diverso. Dessa forma, o coupé esportivo se destacava demais no trânsito. Globalmente, o veículo teve ainda uma quinta geração, produzida entre 1996 e 2001.>
Durante 24 anos, o modelo hibernou, até a apresentação da sexta geração no último trimestre de 2025. Nessa época, o Prelude foi a atração dos estandes da Honda em salões internacionais, como os sediados em Los Angeles e São Paulo. Mais uma vez, o desenho do coupé atraiu os olhares.>
Agora, a nova geração do Prelude retorna oficialmente ao mercado brasileiro e fará companhia nas concessionárias ao Civic na configuração esportiva Type R. No entanto, apesar das características esportivas em comum, esses veículos possuem propostas distintas. O novo modelo tem propulsão híbrida e custa R$ 380 mil, enquanto o Civic Type R é um turbinado, tabelado por R$ 430.500.>
Honda Prelude
O Prelude é construído sobre uma plataforma baseada na da linha Civic, mas apresenta um entre-eixos mais curto e herda componentes de suspensão e os freios aplicados no Type R. A estética é bastante diferente: enquanto o coupé tem apenas duas portas, quatro lugares e até sua antena é embutida no vidro, o Type R aposta em um grande aerofólio até carpete vermelho. São receitas que agradam a públicos distintos de esportivos.>
O conjunto motriz escolhido para cada um deles reforça isso. O lançamento tem propulsão híbrida, que soma duas máquinas elétricas, que entregam 184 cv de potência, a um motor a gasolina de 2 litros que trabalha no ciclo Atkinson e injeção direta que rende 143 cv. O resultado combinado é de 203 cv de potência e 32,1 kgfm de torque.>
Com 1.469 kg, o Prelude tem um consumo exemplar. De acordo com o Inmetro, esse híbrido pleno faz 17,9 km/l na cidade e 15,7 km/l em rodovias. A frustração vem na aceleração de zero a 100 km/h: 8,1 segundos conforme nossa verificação em Interlagos com duas pessoas a bordo - a Honda não fornece esse dado.>
Já o Civic Type R, acelera de zero a 100 km/h em menos de seis segundos. Isso é possível graças ao rendimento espetacular do motor 2 litros turbo, que entrega 297 cv de potência. Associado a uma transmissão manual de seis velocidades, o propulsor entrega 42,8 kgfm. Esse desempenho eleva o consumo, que chega aos 8,8 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada.>
Como funciona o câmbio>
Enquanto o Type R utiliza o câmbio manual, o Prelude não tem uma transmissão convencional. O sistema híbrido da companhia japonesa utiliza uma relação fixa para transmitir a força às rodas. Mas, para quem ainda gosta da sensação de trocar marchas, a engenharia trabalhou para criar oito relações simuladas que podem ser selecionadas pelas borboletas atrás do volante quando é acionado a tecla S+ Shift.>
Com esse recurso ativo, as trocas reproduzem variações de rotação e de entrega de força que tornam a condução muito mais envolvente. Em uma época em que muitos automóveis eliminam interações entre motorista e câmbio, o coupé da Honda mostra que ainda existe espaço para preservar essa conexão. Em tempo, sem o S+ Shift ativo, as borboletas servem para o condutor dosar o grau de regeneração do sistema híbrido.>
Sofisticação no interior>
Com a cabine voltada para o motorista, nada de central multimídia com tela extragrande ou preparação para karaokê. É um carro para quem espera sofisticação: o revestimento da porção central dos bancos tem perfuração com desenhos no estilo Pied-de-poule, um padrão de xadrez de origem escocesa, mas popularizado por Coco Chanel, nos anos 1920. >
Para facilitar a vida a bordo, o carro conta com Google Assistant integrado e o sistema de som foi desenvolvido em parceria com a Bose. Para auxiliar o motorista, estão inclusos no pacote de tecnologias como sistema de alerta de ponto cego e monitor de tráfego cruzado traseiro.>
Importado do Japão, onde foi desenvolvido, o Prelude tem seis anos de garantia total e é um carro para quem gosta de dirigir. A calibração da suspensão, freios e direção proporcionam prazer ao guiar.>
*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA HONDA>