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Avenger: Jeep lança rival para o VW Tera para voltar a crescer; veja os preços

Novo SUV de entrada é produzido no Rio de Janeiro com plataforma da Peugeot e da Citroën

  • Foto do(a) author(a) Antônio Meira Jr.
  • Antônio Meira Jr.

Publicado em 16 de agosto de 2026 às 17:22

O Avenger é produzido no Rio de Janeiro e utiliza a mesma base do Peugeot 208
O Avenger é produzido no Rio de Janeiro e utiliza a mesma base do Peugeot 208 Crédito: Divulgação

Nesta semana, a Jeep revelou seu novo modelo para o Brasil, o Avenger. Diferentemente dos outros três produtos nacionais, ele não é produzido em Pernambuco e não utiliza a mesma plataforma.

A produção é a realizada em Porto Real (RJ), em uma planta que inicialmente era da PSA, que foi fundida com a FCA para dar origem ao Grupo Stellantis. Isso explica por que o novo Jeep tem a mesma base de modelos como Peugeot 208 e Citroën C3 e o motor desenvolvido pela Fiat.

Posicionado abaixo do Renegade, o Avenger chega para rivalizar com SUVs de entrada. Entre os seus concorrentes estão o Chevrolet Sonic, o Renault Tera e o Volkswagen Tera.

O Jeep mais acessível tem seis airbags e sempre motor 1 litro turbinado por Divulgação

Sempre equipado com o motor 1 litro turboflex associado a um sistema híbrido leve e transmissão automática do tipo CVT com sete velocidades. Com gasolina e/ou etanol, esse conjunto entrega 116 cv de potência e 20,4 kgfm de torque. As três opções contam com seis airbags e utilizam o mesmo conjunto motriz, a diferença está na lista de equipamentos.

O modelo terá um preço especial de lançamento para a versão Altitude, a partir de R$ 114.990, após 1 mil unidades vendidas, vai custar R$ 119.990.

Essa versão também terá um pacote especial de lançamento, com teto bitom, câmera de ré e barras de teto por R$ 124.990, limitada a 2 mil unidades.

As demais configurações são a Longitude (R$ 135.990) e a Limited (R$ 145.990). A tração é sempre 4x2 e a versão inicial não tem câmera de ré, apenas sensor de estacionamento.

O novo SUV concorre com Tera, Kardian e Sonic
O novo SUV concorre com Tera, Kardian e Sonic Crédito: Divulgação

JEEP: REDUÇÃO DE MERCADO

A Jeep foi uma das marcas que mais sofreu com a ofensiva dos fabricantes chineses no Brasil. Entre janeiro e julho do ano passado, a marca que pertence ao Grupo Stellantis somou 65.517 emplacamentos, o que correspondeu a 4,8% de participação no mercado de automóveis e comerciais leves.

No mesmo período deste ano, a Jeep teve 65.540 unidades licenciadas. No entanto, a participação caiu para 4%. Ou seja, enquanto o mercado cresceu 19,3% no período, a companhia teve uma redução de aproximadamente 17% na participação.

JEEP: APENAS DOIS IMPORTADOS

Depois de tirar o Grand Cherokee do portfólio brasileiro, a Jeep trabalha apenas com dois produtos importados: Wrangler e Gladiator.

Porém, o emplacamento desses modelos é reduzido, com 89 unidades do SUV e apenas uma da picape em todo o país no acumulado deste ano.

No ano passado inteiro, o Grand Cherokee somou 94 licenciamentos, a maioria deles nos três primeiros meses.

O Grand Cherokee conta com três motores na versão 4xe: um a gasolina e dois elétricos
O Grand Cherokee deixou o portfólio brasileiro da Jeep no ano passado Crédito: Divulgação

JEEP: A LIDERANÇA DO COMPASS

Da linha atual, a maior parte das vendas é do Compass. Sozinho, conquistou 31.886 emplacamentos, ficando à frente do Renegade (23.989) e do Commander (9.499). Esses três modelos são produzidos na planta pernambucana da Stellantis, na cidade de Goiana.