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Antônio Meira Jr.
Publicado em 3 de julho de 2026 às 15:50
Se no primeiro momento no Brasil, entre 2014 e 2016, a Geely estreou discretamente e teve um final pífio, no retorno ao país o fabricante chinês vem com uma estrutura forte. A companhia fez no mercado brasileiro uma sociedade com a francesa Renault, que está dando suporte em diversos aspectos, até mesmo cedendo espaço para produção na fábrica do Paraná.>
A escolha do portfólio dessa nova fase vem se mostrando bem assertiva, com destaque para o EX2. Lançado no final do ano passado, o hatchback elétrico chegou com a chancela de ser o carro mais vendido na China, maior mercado para automóveis no mundo. O EX2 não é apenas o elétrico mais comercializado no país asiático, ele lidera todo o mercado com quase meio milhão de carros vendidos ano passado.>
Por aqui, é rival de modelos como BYD Dolphin, GAC Aion UT e GWM Ora 03. Em relação à dirigibilidade, uma característica o deixa em evidência: é o único dos quatro com tração traseira. É oferecido em duas configurações: Pro (R$ 123.800) e Max (R$ 136.800). Inclusive, ambos estão disponíveis no Programa Move Brasil, disponível para motoristas de táxi e de aplicativos por R$ 99 mil e R$ 109.396, respectivamente.>
Geely EX2 Max
As duas opções compartilham o mesmo conjunto motriz: bateria de fosfato de ferro-lítio com 39,4 kWh de capacidade e um motor elétrico que entrega 116 cv de potência e 15,3 kgfm de torque. De acordo com o Inmetro, a autonomia é de 289 quilômetros, mas consegui em Salvador rodar 460 km com uma carga - mesmo rendimento da medição WLTP, procedimento de aferição internacional. No desempenho, o destaque é para a aceleração de zero a 50 km/h, a mais utilizada em cidades: 3,9 segundos. Já o zero a 100 km/h fica em 10,2 segundos.>
Também é comum em ambos o bagageiro frontal, com capacidade para 70 litros, um espaço para objetos abaixo do banco traseiro e os seis airbags. Os R$ 13 mil que separam as configurações são relativos a itens como câmera panorâmica de 540 graus, ajustes elétricos para o banco do motorista, carregador de celular sem fio, teto contrastante à cor da carroceria e as rodas passam de 15 polegadas para 16 polegadas.>
Além disso, a versão Max é equipada de uma série de equipamentos de auxílio à condução. O pacote de segurança é composto por controle de cruzeiro adaptativo, alerta de mudança de faixa, frenagem automática de emergência e farol alto inteligente.>
CONSIDERAÇÕES>
Para o uso urbano, um hatchback elétrico como o EX2 é uma opção bem interessante, principalmente para quem consegue recarregar em casa ou no trabalho. O carro é gostoso de guiar: ágil, sem ruídos e, quando equipado com câmeras 540 graus, facilita bastante o uso diário para quem enfrenta vagas apertadas. Na versão com os sistemas de auxílio à condução, qualquer distração do motorista é alertada.>
A utilização em estradas é uma tarefa mais complexa. Antes de pensar na rede de eletropostos, é melhor observar o estado das rodovias do estado. Até entre Salvador e Feira de Santana, as principais cidades d- Bahia, o piso é ruim. Além de buracos, existem os desafios dos desníveis. No caso do EX2, nem com o pneu de socorro o motorista pode contar, há apenas um kit para reparo de furos. Também faz falta o limpador do vidro traseiro em dias de chuva.>
A garantia total é de seis anos ou 150 mil quilômetros. Já a bateria de tração, motor elétrico, inversor e componentes de alta voltagem são cobertos por oito anos ou 150 mil km. >
PRODUÇÃO NO PAÍS>
Empolgada com o resultado do EX2, que já soma 14.224 emplacamentos neste ano, a Renault Geely do Brasil anunciou a produção do compacto elétrico no Complexo Ayrton Senna, no Paraná. Este será o segundo veículo Geely a ser produzido no país, após o EX5 híbrido, com produção prevista para o segundo semestre deste ano. Na mesma planta, a Renault já fabrica modelos como Kwid, Kardian e Boreal.>