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Antônio Meira Jr.
Publicado em 9 de junho de 2026 às 15:30
Em 1948, o engenheiro britânico Anthony Colin Bruce Chapman, que ficou conhecido como Colin Chapman, fundou a Lotus. Até então, essa empresa não comercializou nenhum veículo no Brasil, mas seus produtos são desejados por aqui há muitos anos. Parte desse interesse surgiu por conta da escuderia de Fórmula 1, que já teve seus carros pilotados pelos três maiores pilotos brasileiros da categoria: Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna e Nelson Piquet. >
Seja com as cores preta e dourada, que representavam a John Player Special, ou o amarelo alusivo à Camel - marcas de cigarro por muito tempo patrocinaram equipes da categoria. Na F1, a Lotus acumulou 79 vitórias, sete títulos de construtores e seis títulos de pilotos, incluindo o primeiro de Fittipaldi. >
Essa associação com o automobilismo continua com a chegada oficial do fabricante britânico ao país, pois seu importador foi piloto. O mineiro Clemente Faria Jr., responsável pelo grupo Bamaq e pela LTS Brasil, teve uma boa carreira nas pistas e se tornou campeão da Fórmula 3 Sul-Americana em 2007. “A Lotus nasceu da obsessão de Colin Chapman por engenharia pura — e é exatamente esse espírito que trazemos ao Brasil. Não chegamos apenas com produtos: chegamos com uma filosofia”, comentou Faria Jr.>
Inicialmente, a companhia estreia no mercado brasileiro com três produtos: Emira, Eletre e Emeya. Mas a empresa chegou mostrando que tem mais possibilidades e exibiu em sua estreia em São Paulo o Evija, um hypercar elétrico de 2.012 cv. “O Brasil é um mercado estratégico para a Lotus nas Américas. É um país com uma cultura automotiva rica e uma base de consumidores sofisticados que apreciam autenticidade e performance real”, explicou Massimiliano Trantini, CEO da Lotus Américas.>
A estratégia da LTS é abrir inicialmente lojas em São Paulo, ainda neste semestre, Curitiba e Brasília - os mesmos mercados em que a Cadillac começará sua operação no país. Posteriormente, outras cidades serão contempladas, e Salvador deverá ser a primeira do Nordeste.>
Lotus Cars
PORTFÓLIO DA LOTUS>
Entre os produtos apresentados no país, o Emira é atualmente o último Lotus equipado com motor a combustão. Esse coupé de dois lugares utiliza estrutura de alumínio e propulsão central-traseira, mantendo a proposta focada em dirigibilidade e baixo peso. Dependendo da configuração, pode utilizar motor V6 supercharged de origem Toyota ou propulsor 2 litros turbo fornecido pela AMG.>
O Eletre representa a entrada da fabricante no segmento de SUVs elétricos de alto desempenho. O modelo possui arquitetura de 800 volts e duas opções de rendimento: de 612 cv ou 918 cv. O SUV também concentra parte das tecnologias de assistência semiautônoma e conectividade desenvolvidas pela marca. Outra configuração do SUV, uma opção híbrida plug-in, chega no próximo ano.>
O Emeya é um Grand Tourer (ou GT) que utiliza a propulsão mais potente do Eletre e tem o eixo traseiro direcional. Esse modelo é marcado pela cabine luxuosa.>
Lotus F1
ATUAÇÃO DA BAMAQ >
A Bamaq, empresa controlada por Clemente Faria Jr., atua em 18 estados, com uma diversidade de negócios. Desde máquinas pesadas, como New Holland, caminhões da Iveco, até automóveis de luxo da Mercedes-Benz, carros esporte da Porsche e os modelos chineses da GWM. Há ainda soluções de crédito, consórcio e seguros.>
CONTROLE CHINÊS>
A companhia britânica passou por diversas gestões, incluindo a General Motors na década de 1990. Atualmente, 51% da Lotus pertence à chinesa Geely, que, além de atuar com a marca de carros homônima, controla fabricantes como Volvo, Zeekr e a Lynk & Co, que vai estrear neste ano no Brasil. No país, a Geely é parceira da Renault e irá produzir veículos na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná.>