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MG lança por R$ 130 mil elétrico rival do BYD Dolphin e do Geely EX2

Veja também: balanço global do primeiro trimestre aponta liderança da Toyota e queda de 35% da BYD

  • Foto do(a) author(a) Antônio Meira Jr.
  • Antônio Meira Jr.

Publicado em 19 de julho de 2026 às 17:00

Elétrico, o novo automóvel da MG será montado em breve no Ceará. Por enquanto, vem da China
Elétrico, o novo automóvel da MG será montado em breve no Ceará. Por enquanto, vem da China Crédito: Divulgação

A centenária MG, uma marca britânica controlada pelo grupo chinês SAIC, vai começar a disputar o mercado de maior volume de veículos elétricos no Brasil.

Com o lançamento do 4 Urban, que tem preço inicial de R$ 129.990, oferece um produto competitivo contra BYD Dolphin, GAC Aion UT, Geely EX2 e GWM Ora 03. Inclusive, o MG 4 Urban já teve sua montagem confirmada na Planta Automotiva do Ceará. Enquanto a produção local não começa, chega pronto da China em três opções: Comfort 43 kWh (R$ 129.990), Luxury 43 kWh (R$ 139.990) e Luxury 54 kWh (R$ 149.990).

Apesar da diferença entre os equipamentos, as duas primeiras utilizam o mesmo motor dianteiro que rende 150 cv e uma bateria de 43 kWh, que oferece 299 quilômetros de autonomia de acordo com o Inmetro. A versão topo de linha tem uma bateria mais robusta, de 54 kWh. Ela entrega uma autonomia 59 km superior e o propulsor elétrico rende 10 cv a mais. Apesar da diferença de potência entre os dois motores, ambos possuem o mesmo torque: 25,5 kgfm.

A cabine segue o molde dos rivais, com duas telas em destaque por Divulgação

COMO É O MG 4 URBAN

Com 4,39 metros de comprimento, 1,84 m largura, 1,55 m de altura e 2,75 m de entre-eixos, o MG4 Urban oferece um volume de porta-malas de 577 litros, considerando 98 litros extras no assoalho. A principal razão do bagageiro tão generoso é ausência de estepe.

O carro elétrico traz uma lista de equipamentos muito boa, incluindo faróis em LED, sete airbags, central multimídia de 12,8 polegadas e um pacote com 15 assistências de condução, como frenagem autônoma e piloto automático adaptativo. A versão Luxury adiciona rodas de 17 polegadas, bancos e volante aquecidos, e câmera 360°.

BALANÇO GLOBAL: JANEIRO A MARÇO

Um levantamento da consultoria Car Industry Analysis revelou uma pequena queda nas vendas dos três maiores fabricantes do mundo: Toyota, Volkswagen e Hyundai.

O compilado global compreende o primeiro trimestre e mostra que a Toyota manteve a liderança e vendeu 2.262.683 veículos no período, uma queda de 2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A VW continua na segunda posição, mas perdeu 6% de vendas. Dessa forma, negociou 1.137.183 veículos entre janeiro e março. A Hyundai teve uma queda de 2%, mas subiu da quarta para a terceira posição com 933.984 unidades.

A Suzuki, com 902 mil unidades, cresceu 3% e pulou da sexta para a quarta colocação. A Ford, mesmo com queda de 4%, manteve a quarta posição com 899.400 modelos vendidos.

A nova geração do RAV4 segue as linhas que a Toyota aplicou recentemente no Prius
A Toyota manteve a liderança mundial no primeiro trimestre do ano Crédito: Divulgação

BYD CAI DE TERCEIRO PARA DÉCIMO

Apesar do crescimento no mercado brasileiro, a BYD não está bem globalmente. O tombo entre o primeiro trimestre deste ano em comparação com 2025 foi de 35%. Dessa forma, a companhia chinesa despencou da terceira para a décima posição no ranking global.

Com 615.913 veículos vendidos no período, a BYD ficou atrás de Nissan (811.684), Kia (802.493), Honda (790.200) e Chevrolet (680 mil), respectivamente sexta, sétima, oitava e nona colocadas.

Enquanto as rivais transportam até 1.100 kg, a Shark tem capacidade para 790 kg
A BYD apresentou uma queda de 35% nas vendas nos primeiros três meses Crédito: Divulgação

CHINESAS: ENTRE BAIXAS E ALTAS

A Changan (-32%), a Chery (-18%) e a JAC (-16%) foram outras marcas chinesas que perderam mercado entre janeiro e março deste ano.

Enquanto isso, a recém-criada Omoda Jaecoo cresceu 201% graças ao sucesso na Europa e a MG alcançou um aumento de 63% por ampliar suas exportações.

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Entre as marcas de luxo, a Porsche apresentou a maior queda nas vendas Crédito: Divulgação

100 MILHÕES DE UNIDADES PRODUZIDAS

A indústria automotiva brasileira alcançou a marca histórica de 100 milhões de autoveículos produzidos desde 1957, marco celebrado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em julho de 2026.

Esse volume soma automóveis, picapes, vans, furgões, caminhões e ônibus. O feito coincide com o 70º aniversário da associação e destaca o Brasil entre os maiores polos industriais do mundo.

HONDA: MELHOR DE SEIS

No primeiro semestre, a divisão de automóveis da Honda registrou crescimento de 5% nas vendas no Brasil em relação ao mesmo período do ano passado.

Com mais de 53 mil unidades comercializadas, a empresa alcançou o melhor desempenho em um primeiro semestre dos últimos seis anos.