Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Antônio Meira Jr.
Publicado em 11 de setembro de 2026 às 14:30
Nos últimos dez anos, o mercado de picapes dobrou de tamanho. E isso não passou despercebido: muitos fabricantes estão entrando nesse segmento, enquanto outros estão reforçando seus portfólios.>
No caso da Renault, que desde o final de 2015 apostava na Oroch, a estratégia será outra, com a Niagara. Desenvolvida na América Latina, essa caminhonete tem como base o SUV Boreal e já começou a ser produzida na Argentina, de onde será exportada para o Brasil. Assim, em meados de novembro, as concessionárias brasileiras começarão a receber o utilitário.>
Inicialmente, haverá apenas uma opção de motor a combustão e duas possibilidades de câmbio: manual e automático. Durante a prévia global, que aconteceu na quinta-feira, em Buenos Aires, Argentina, executivos da companhia francesa confirmaram que uma solução híbrida chegará em um ano.>
Renault Niagara 01
Antes de colocar a Niagara à disposição dos clientes, a Renault afirma que rodou 800 mil quilômetros em testes de desenvolvimento e validação. No total, foram gastas 50 mil horas de trabalho. O novo veículo tem 4,94 metros de comprimento na versão 4x4 e 3 centímetros a menos na versão 4x2. São 1,71 m de altura, 2,96 m de distância entre-eixos e 1,83 m de largura.>
São medidas muito próximas às da Toro, que será a rival inicial da Niagara. O utilitário da Fiat tem 4,91 m de comprimento, 1,73 m de altura, 2,99 m de distância entre-eixos e 1,84 m de largura. A caçamba da Niagara tem capacidade para 938 litros, 118 litros a mais que a Toro. Nas versões flex, a capacidade de carga do modelo da Fiat varia entre 650 kg e 750 kg; já a Niagara leva 654 kg.>
Abaixo da caçamba, a suspensão traseira é multilink e os freios são a disco. No interior do compartimento, há oito ganchos para fixação de carga e uma tomada de força. A tampa pode ter uma mola a gás para aliviar o peso, e o estepe, que fica acomodado sob a carroceria, é integral. A capacidade de reboque é a maior da categoria: 710 kg.>
Para impulsionar a nova picape, a Renault escolheu o mesmo propulsor do Boreal: 1.3 litro turbo. Bicombustível, entrega 160 cv de potência e 27,5 kgfm de torque. Ele pode ser associado a uma transmissão automática de seis velocidades ou a um câmbio manual, também com seis marchas. Há ainda a possibilidade de tração integral sob demanda, neste caso em associação com o câmbio automático.>
Renault Niagara 02
Cabine bem equipada>
Por dentro, a Niagara herdou diversos componentes do Boreal, assim como a Oroch fez com o Duster. Dessa forma, a picape tem quadro de instrumentos digital de 10,2 polegadas e central multimídia de 10,1 polegadas. Nas versões mais equipadas, o banco do motorista conta com ajustes elétricos e acabamento em couro.>
Para quem viaja atrás, há saída de ar e duas tomadas USB. Já o encosto do banco tem inclinação de 25 graus, o que proporciona mais conforto para os passageiros. Outro detalhe que mereceu atenção do time de design, em colaboração com a engenharia, foi a criação de um nicho atrás do banco traseiro, do lado do motorista. Lá é possível acomodar uma mochila, por exemplo.>
Os equipamentos de auxílio à condução do Boreal também foram compartilhados com a picape. Ou seja, a Niagara tem câmera de 360 graus, piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência e monitoramento do ponto cego.>
Novos concorrentes>
Quando a Oroch chegou ao mercado, havia apenas modelos menores: Fiat Strada e Volkswagen Saveiro. Logo depois, chegaram a Toro, a nova geração da Chevrolet Montana e a Ram Rampage.>
Para os próximos meses, outras picapes vão chegar: Volkswagen Tukan, BYD Mako e um veículo inédito da Toyota que tem o Corolla Cross como base.>
*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA RENAULT>