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Pesquisa revela que o interesse do brasileiro por veículos elétricos permanece estável

A estrutura para o carregamento é o principal entrave para a decisão por um carro elétrico

  • Foto do(a) author(a) Antônio Meira Jr.
  • Antônio Meira Jr.

Publicado em 24 de maio de 2026 às 16:01

O interesse pelo carro elétrico está estável
O interesse pelo carro elétrico está estável Crédito: Divulgação

No Brasil, a preferência dos consumidores por carros a combustão aumentou para 49%, enquanto o interesse por veículos elétricos permanece estável em 9%, segundo um levantamento da EY intitulado como Índice de Mobilidade do Consumidor (MCI).

Apesar disso, as vendas de elétricos cresceram 33,7% até 2025 e já representam 4% do mercado, impulsionadas principalmente por marcas chinesas. De acordo com o estudo, os principais fatores que incentivam a compra de elétricos são o aumento do preço dos combustíveis e a preocupação ambiental.

Porém, a falta de infraestrutura de recarga, o alto custo inicial e dúvidas sobre bateria e manutenção ainda dificultam a adoção desses veículos no país. O MCI também aponta queda na intenção de compra de automóveis no Brasil: 68% dos consumidores pretendem adquirir um carro, índice menor que em 2024.

“Em relação ao momento planejado para a aquisição, 64% dos entrevistados pretendem comprar um carro nos próximos 12 meses, enquanto 38% indicam um prazo entre 13 e 24 meses”, explica Marcelo Frateschi, sócio-líder para o setor automotivo da EY no Brasil.

Além disso, marcas europeias lideram a preferência dos brasileiros, seguidas pelas chinesas, que vêm ganhando espaço no mercado nacional. A sexta edição da pesquisa foi conduzida em 32 países, com 21 mil respondentes, incluindo 1 mil consumidores do Brasil.

A infraestrutura de carregamento está crescendo
A infraestrutura de carregamento está crescendo Crédito: Divulgação

BARREIRAS PARA OS ELÉTRICOS

Apesar do crescimento de 42% da rede de carregadores no Brasil em um ano, a infraestrutura pública e residencial é o principal entrave para os consumidores entrevistados pela pesquisa.

Entre os consumidores que não pretendem comprar um carro elétrico, 36% apontam como motivo a falta de estrutura em casa ou no trabalho. Para 33%, o problema é a falta de eletropostos públicos, enquanto outros 27% questionam a qualidade e operabilidade dos carregadores públicos.

BLINDAGEM: BALANÇO DE 2025

A Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), divulgou nesta semana o balanço das transformações realizadas no ano passado. De acordo com a entidade, entre as marcas com mais carros blindados, a liderança ficou com a Toyota, que teve 5.850 veículos que agregaram proteção balística. O crescimento de blindagens em modelos da marca japonesa foi de 25,6% na comparação com 2024.

Na segunda posição, com crescimento de 14% ficou a Jeep, empresa que somou 3.450 modelos blindados. A terceira posição ficou com a BMW (3.350), volume que a consolidou com a marca premium de maior participação. Na sequência vieram Volkswagen (3.350), na quarta posição, e BYD (2.650), em quinto lugar.

Da sexta à décima colocação, ficaram: Mercedes-Benz (2.450), Volvo (2 mil), Porsche (1.550), GWM (1.400) e Audi (1.300). A Abrablin explica que os volumes são estimados, por isso os números são arredondados.

OS MODELOS MAIS BLINDADOS NO PAÍS

Ainda de acordo com a Abrablin, o veículo mais blindado no mercado brasileiro ano passado foi o Corolla Cross. O SUV da Toyota teve 2.250 unidades com proteção balística. Ou seja, quase 4% dos emplacamentos desse modelo foram blindados.

O segundo colocado foi o Jeep Commander, com 1.600 exemplares blindados, o que representa 9% do total emplacado desse modelo. A Toyota e a Jeep ocuparam as duas posições seguintes: Hilux (1.550), em terceiro, e Compass (1.500), em quarto. O BYD Song (1.450) ficou na quinta posição.

Da sexta à décima colocação, ficaram: BMW X1 (1.150), GWM Haval H6 (1.100), Toyota Corolla (1 mil), VW T-Cross (950) e Volvo XC60 (900). A entidade também revelou uma lista dos veículos blindados para órgãos de segurança e ordem pública. Os cinco primeiros são: Renault Duster (3.318), Toyota Hilux (3.064), Chevrolet Trailblazer (1.990), Toyota Corolla Cross (1.890) e Mitsubishi L200 (1.579).

VENDAS BILIONÁRIAS

A General Motors anunciou que a Chevrolet comercializou 14 mil unidades do Sonic em apenas um dia no Brasil - o que equivale a cerca de R$ 1,8 bilhão em vendas.

Este é o maior volume já registrado pela marca na estreia comercial de um veículo no país. Para impulsionar o lançamento, a marca promoveu na quarta-feira (20), o Sonic Day, uma mobilização nacional que reuniu simultaneamente cerca de 600 concessionárias para apresentar oficialmente o novo SUV coupé aos clientes. No momento, o Sonic é oferecido em duas versões, que custam R$ 129.990 (Premier) e R$ 135.990 (RS).

No começo do mês, a Volkswagen realizou uma ação similar em sua rede e registrou um faturamento recorde de cerca de R$ 940 milhões ao vender 3.136 unidades da nova geração do Tiguan em apenas 12 minutos. O sucesso foi tamanho que o lote inicial do SUV, que custa R$ 299.990, se esgotou no lançamento.

O novo Chevrolet Sonic tem 4,23 metros de comprimento, 1,77 m de largura e altura de 1,53 m
O novo Chevrolet Sonic tem 4,23 metros de comprimento, 1,77 m de largura e altura de 1,53 m Crédito: Divulgação

COMMANDER 100 MIL UNIDADES

Lançado no final de 2021, o Jeep Commander atingiu a marca de 100 mil unidades produzidas no país. Desse total, cerca de 10 mil exemplares saíram da fábrica da Stellantis em Goiana (PE) exportados para outros mercados. Atualmente, o SUV é oferecido apenas na configuração para sete pessoas.