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Donaldson Gomes
Publicado em 13 de agosto de 2026 às 05:00
Mais reciclagem >
Pioneira na fabricação de embalagens PET no Brasil, a Engepack investiu mais de R$ 100 milhões, entre 2022 e 2025, na implantação de uma fábrica própria de reciclagem em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A unidade, que entrou em operação em 2024, integra a estratégia da empresa de ampliar o uso de resina PET reciclada pós-consumo (PCR) na produção de suas embalagens e está em consonância com o novo momento da companhia, focado em sustentabilidade, tecnologia, inovação e visão de futuro. Com a fábrica de reciclagem, a companhia — que tem presença na Bahia, em São Paulo e no Paraná — tem capacidade para reciclar cerca de 1 bilhão de garrafas PET por ano, podendo duplicar a produção nos próximos anos, acompanhando o crescimento da demanda por soluções sustentáveis no setor de alimentos e bebidas em todo o país.>
Crescimento>
De acordo com Rui Barreto, superintendente da Engepack, os resultados desse investimento já começaram a aparecer. Após encerrar 2025 com utilização de 8% de resina reciclada no seu total transformado de resina, a empresa atingiu uma média anual de 11% em 2026 e alcançou 19% no mês de junho, acompanhando o avanço da economia circular e a crescente demanda do mercado por soluções mais sustentáveis. “Como uma empresa orientada para a economia circular, acreditamos que investir no uso de resina PET reciclada e em outras ações de sustentabilidade, como a redução do consumo de água e de energia, reduz o impacto ambiental, agrega valor à cadeia produtiva e permite atender às novas demandas do mercado sem abrir mão da qualidade e da segurança”, afirma Barreto. Segundo o executivo, os investimentos também buscam tornar os processos operacionais e logísticos ainda mais eficientes para melhor atender aos clientes.>
Pessimismo cresce>
O otimismo em relação a novos investimentos na área de infraestrutura no Brasil caiu 16,4 pontos percentuais no primeiro semestre deste ano, em relação ao período anterior, aponta a 15ª edição do Barômetro da Infraestrutura, pesquisa semestral realizada pela Associação Brasileira da Infraestrutura e das Indústria de Base — ABDIB em parceria com a EY-Parthenon, braço de estratégia e transações da EY. Enquanto na edição anterior, a pesquisa indicou que 54,2% dos respondentes avaliaram o cenário para promoção de investimentos em infraestrutura no país nos próximos seis meses como favorável, nessa, o número caiu para 37,8%. Com isso, cresceu a avaliação desfavorável de 20,4% para 30,9%. “Esse recuo relevante da percepção favorável interrompe a trajetória de recuperação observada na edição anterior. O resultado sugere um ambiente mais cauteloso, em que a expectativa de continuidade dos investimentos permanece presente, mas com menor convicção quanto às condições de promoção de novos projetos no curto prazo”, explica Gustavo Gusmão, sócio da EY-Parthenon para Governo e Infraestrutura. “Mas vale reforçar também que tivemos um 2025 bastante expressivo para o setor, com uma quantidade relevante de concessões e investimentos”, completa.>
Investimentos em 2025>
No último ano, os investimentos em infraestrutura alcançaram R$ 280,4 bilhões, o que representa um novo recorde da série histórica iniciada em 2010. O setor privado foi fundamental para esse desempenho, sendo o grande protagonista dos investimentos com aproximadamente 80% das realizações no último ano. Venilton Tadini, presidente executivo da ABDIB explica que “apesar do crescimento nos últimos anos, ainda há um hiato de investimento em infraestrutura. Para suprir isso, o país precisaria investir, por ano, por um período de 10 anos, cerca de R$225 bilhões a mais do que investe hoje”.>
Desacelerou>
O faturamento da indústria de transformação cresceu 0,8% em junho, mas fechou o primeiro semestre do ano 1% abaixo do patamar registrado no mesmo período de 2025, apontam os Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (dia 12). A desaceleração também se refletiu na queda do número de horas trabalhadas na produção. Apesar de ter registrado variação positiva de 0,2% em junho, o índice caiu 1,1% nos seis primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo recorte de 2025. Com a perda de ritmo do setor industrial, as fábricas mobilizaram menos trabalhadores e maquinário para atender à demanda. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu 0,6 ponto percentual, passando de 77,4% para 76,8% em junho. Ao fim do primeiro semestre, a UCI média ficou 1 ponto percentual abaixo da observada no mesmo período do ano passado. “A indústria vem andando de lado e isso se deve, principalmente, a três fatores: o patamar elevado dos juros e seus desdobramentos sobre a atividade econômica, agravados pelo alto endividamento das famílias e das empresas; o avanço expressivo dos custos de produção; e a forte entrada de produtos importados”, afirma Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.>