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Donaldson Gomes
Publicado em 16 de julho de 2026 às 05:00
E o PIB? >
A economia baiana deve crescer 1,3% em 2026 e 0,5% em 2027, de acordo com projeção do Departamento Econômico do Santander. Principal segmento da cadeia produtiva local, com 52,3% do total, o setor de serviços baiano deve apresentar uma expansão de 1,5% e 0,3%, respectivamente, em 2026 e 2027. Os números ficam abaixo das médias regional e nacional: no Nordeste, as projeções são de 1,9% em 2026 e 0,9% em 2027; no Brasil, de 2,0% e 1,0%, respectivamente. Assim como no setor de serviços, a indústria - responsável por 20,1% do PIB estadual - também deve crescer, mas do mesmo modo, abaixo da média nacional e do Nordeste. A alta em 2026 e 2027 está projetada em 1,6% e 1,3%, respectivamente. No mesmo período, a média nacional é de 1,7% em 2026 e 1,5% em 2027; no Nordeste, de 2,1% e 1,9%, respectivamente. >
Efeito estatístico>
No caso do agro, os dados são mais modestos, mas refletem uma acomodação após a forte expansão projetada para 2025, ano marcado pela safra recorde. Na Bahia, o setor vinha de uma projeção de crescimento de 9,0% em 2025 e deve registrar estabilidade em 2026, com 0,0%, seguida de alta de 0,8% em 2027. No Brasil, as projeções são de 0,0% e 1,0%; no Nordeste, de -1,1% e 0,2%, respectivamente. “Estimamos que a agropecuária do Nordeste tenha apresentado forte expansão em 2025, na esteira da safra recorde. Para os anos seguintes, projetamos variações mais moderadas. A expansão da fronteira agrícola, sobretudo de grãos, é um fator importante para impulsionar o setor nos próximos anos”, reforça Rodolfo Pavan, economista do Santander e um dos autores do estudo. >
Terra do Pix>
Os baianos movimentaram R$ 252 bilhões em transações com Pix no primeiro semestre deste ano – o volume representa alta de 24,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, já descontado o efeito da inflação. Na comparação regional, a Bahia está muito à frente dos demais estados nordestinos, com 25,5% das movimentações, aponta um estudo da Fecomércio BA, em parceria técnica com a Fecomércio SE. “No cenário nacional, o crescimento baiano ainda corre um pouco abaixo da média do país — o que se explica pelo avanço mais rápido do Pix nas regiões de maior renda, e não por qualquer perda de fôlego na Bahia”, explica o consultor econômico da Fecomércio BA, Guilherme Dietze.>
Decisivo>
Sem custos para pessoas físicas e, em muitos casos, também para os empresários, o Pix é fundamental para o varejo, destaca o presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes. “O recebimento é imediato e sem custo para o empresário, o que fortalece o fluxo de caixa e dá mais saúde ao negócio. Por isso, faz todo sentido oferecer um desconto especial a quem paga por essa modalidade: é uma forma de premiar o cliente e, ao mesmo tempo, receber com mais rapidez e segurança”, afirma.>
Taxas atraem, burocracia afasta>
As taxas de juros reduzidas são o maior atrativo para as empresas industriais que buscam crédito junto aos fundos constitucionais, como é o caso do FNE, que atende a região Nordeste. Por outro lado, o excesso de burocracia e de garantias exigidas pelos bancos, além da falta de conhecimento sobre os fundos, impedem maior acesso do setor aos recursos. Este é o diagnóstico de um levantamento inédito produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com dados de 2022 a 2025. Segundo a pesquisa, 94% das indústrias que solicitaram crédito a algum fundo apontaram as taxas de juros mais atrativas como a principal motivação para a procura. Os empresários também destacaram os prazos de pagamento e carência (56%) e o relacionamento prévio com o banco operador (24%) como fatores importantes na decisão de buscar recursos por meio dos fundos. De acordo com o levantamento, quase quatro em cada dez indústrias (38,1%) não conhecem os fundos. Já entre as indústrias que conhecem os fundos, mas não solicitaram crédito, 38,5% apontaram a aparente burocracia ou demora do processo para obter financiamento como o principal entrave. >
Compra de máquinas>
A pesquisa também revela que a demanda de crédito do setor industrial junto aos fundos prioriza investimentos de natureza estrutural: 56% das empresas que solicitaram crédito tinham como objetivo a compra de máquinas e equipamentos; 22% visavam a construção, manutenção, modernização ou instalação de planta, fábrica ou armazém; enquanto apenas 18% buscavam crédito para capital de giro, ou seja, para sustentar o fluxo de caixa e as necessidades operacionais do dia a dia, como pagamento da folha de salários e impostos.>
Sabor nordestino>
O ciclo junino de 2026 alimentou um crescimento consistente para restaurantes nordestinos na Bahia. Dados da Maquinona do iFood Pago — dispositivo de recebimento de pagamentos com CRM embarcado — apontam alta de 41% no volume de transações e avanço de 29% no faturamento em junho na comparação com o mês anterior. O resultado posiciona a Bahia como o terceiro maior mercado em crescimento no segmento durante o período junino, atrás de Alagoas e Sergipe, e reforça a força econômica de uma data que é identidade cultural do país. "As festas juninas são importantes engrenagens de consumo do país. Na Bahia, um dos maiores polos juninos do Brasil, a tradição cultural do período funciona como um motor de aceleração econômica para o setor de restaurantes nordestinos, que com a Maquinona podem transformar o pico de demanda da data em fidelização de longo prazo", afirma Fernanda Monnerat, Diretora de Pagamentos do iFood Pago.>
Ambiente neutro>
O ambiente "Dois Jeitos, Um Querer", assinado por Walter Schimmelpfeng na Casacor 2026, alcançou a neutralidade de carbono com o uso do Carbon Track M², tecnologia inédita e exclusiva desenvolvida pela Andrade Schimmelpfeng em parceria com a The Planet. A ferramenta calculou emissões de 87,78 kg de CO₂ por metro quadrado e indicou a compensação equivalente ao plantio de 36 árvores. Baseado na metodologia internacional GHG Protocol, o sistema permite mensurar a pegada de carbono de projetos arquitetônicos e orientar estratégias para reduzir e compensar emissões na construção civil.>
Economia Azul>
O Summit Economia Azul, nos dias 18 e 19 de agosto, no Porto de Salvador, discutirá caminhos para fortalecer a logística, ampliar a competitividade da infraestrutura portuária, estimular novos investimentos e consolidar a Economia Azul como estratégia de desenvolvimento para a Bahia. >