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O voto que sustenta a democracia

Nenhuma democracia se sustenta apenas pela existência de eleições. Ela depende também da participação dos cidadãos e do respeito às regras estabelecidas

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  • Editorial

Publicado em 2 de outubro de 2026 às 05:30

No próximo domingo, 4 de outubro, mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores estarão aptos a comparecer às urnas em todo o Brasil. Na Bahia, serão 11 milhões de pessoas com a possibilidade de participar diretamente da escolha dos representantes que conduzirão o país e o estado nos próximos anos.

Mais do que escolher nomes para presidente da República, governador, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas, o momento representa o exercício de um dos direitos mais importantes assegurados ao cidadão: o voto. É por meio dele que cada brasileiro pode participar das decisões sobre os rumos da sociedade, manifestar suas prioridades e contribuir para a formação dos governos e dos parlamentos.

Nenhuma democracia se sustenta apenas pela existência de eleições. Ela depende também da participação dos cidadãos, do respeito às regras estabelecidas e da aceitação de que diferentes visões de mundo podem conviver dentro de uma mesma sociedade. O voto é a expressão mais concreta dessa participação.

Por isso, comparecer às urnas deve ser entendido não apenas como uma obrigação para grande parte do eleitorado, mas como uma oportunidade de exercer plenamente a cidadania. Cada voto possui o mesmo valor e integra uma decisão coletiva que alcança milhões de brasileiros.

A eleição deste domingo acontece, ainda, em um ambiente político marcado pelo acirramento das disputas que o país tem experimentado nos últimos anos. Divergências são naturais e legítimas em qualquer democracia. Eleições existem justamente para que projetos distintos possam ser apresentados, debatidos e submetidos à vontade popular.

O que não pode haver é espaço para que diferenças políticas ultrapassem os limites do respeito. Adversários eleitorais não precisam ser tratados como inimigos. Da mesma forma, eleitores que fazem escolhas diferentes podem e devem continuar dividindo os mesmos espaços, trabalhando juntos e convivendo depois que as urnas forem fechadas.

Ao final da votação, haverá vencedores e derrotados, como ocorre em qualquer disputa democrática. Mas o resultado mais importante para o país será a preservação da normalidade institucional e da liberdade de cada cidadão para escolher seus representantes sem medo, violência ou intimidação. O voto não encerra a participação política. Depois das eleições, cabe à sociedade acompanhar os eleitos, cobrar compromissos, fiscalizar governos e exigir resultados. Democracia também se constrói entre uma eleição e outra.