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Celulares e drogas: quem são os 10 policiais penais condenados por esquema no presídio de Feira?

Justiça baiana também decretou a perda dos cargos públicos

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 8 de julho de 2026 às 05:00

Conjunto Penal de Feira de Santana recebe operação
Conjunto Penal de Feira de Santana recebe operação Crédito: Nucom/Seap.

Entre os 10 policiais penais condenados por integrar um esquema criminoso dentro do Conjunto Penal de Feira de Santana, duas são mulheres. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) reconheceu que os servidores atuavam para facilitar a entrada de celulares, drogas e outros objetos ilícitos na unidade prisional mediante o recebimento de vantagens indevidas. Além das penas aplicadas, a Justiça decretou a perda dos cargos públicos dos condenados, embora tenha autorizado que todos recorram em liberdade.

Os policiais penais condenados são Valmir Pereira de Jesus, Vitor Cerqueira de Oliveira, Ednilson Santana Mota, Isaías Gregório de Miranda Filho, Yure Pinheiro Costa, Gildo de Lima Almeida, Valter Ferreira de Almeida, Leandro Calazans Amaral, Luana Priscilla de Jesus Moitinho e Rosana Souza de Oliveira. A sentença também alcança outros acusados investigados por participação no esquema.

Conjunto Penal de Feira de Santana recebe operação por Nucom/Seap.

Na decisão, a juíza Sebastiana da Costa Bomfim afirmou que ficou comprovado que os servidores “valeram-se de suas funções para facilitar a entrada de aparelhos celulares e, alguns deles, até de drogas e outros objetos ilícitos no interior do estabelecimento prisional, mediante recebimento de vantagem indevida”. A sentença foi assinada nesta segunda-feira (6).

Para a magistrada, as provas produzidas ao longo da ação penal demonstram a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e atuação permanente dentro e fora da unidade prisional.

A investigação teve origem na Operação Sísifo, deflagrada em junho do ano passado. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis de policiais penais e de outros investigados por integrarem a organização criminosa. Segundo o Ministério Público da Bahia (MPBA), a apuração começou após a recorrente apreensão de materiais ilícitos com detentos, especialmente celulares, drogas e armas perfurocortantes, o que levantou indícios da participação ativa de presos e de policiais penais no esquema criminoso.